MPF aciona município de Manaus (AM) na Justiça para que resolva precariedades na educação escolar indígena

MPF move ação para resolver problemas na educação escolar indígena em Manaus, cobrando implementação de legislação e indenização por danos.
Redação Imediato Online
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ação contra o município de Manaus (AM) na Justiça Federal, solicitando apreciação urgente devido à alegada omissão da Prefeitura e da Secretaria Municipal de Educação (Semed) em resolver irregularidades na educação escolar indígena.

Segundo a petição, desde 2018, foram realizadas diversas reuniões entre o MPF, Semed, Procuradoria-Geral do Município (PGM), lideranças e professores indígenas para implementar a Lei Municipal nº 2.781/2021. Esta legislação cria a categoria de escola indígena municipal e regulamenta cargos do magistério indígena. Contudo, o MPF alega falta de interesse dos gestores municipais em cumprir os acordos discutidos.

O órgão ministerial pleiteia, em caráter de urgência:

  1. Inclusão de vaga indígena no Conselho Municipal de Educação (CME);
  2. Execução de recursos de emenda parlamentar para equipar Espaços de Estudos da Língua Materna e Conhecimentos Tradicionais Indígenas;
  3. Realização de concurso público culturalmente adequado para professores indígenas;
  4. Constituição de sala de situação emergencial com participação de representantes indígenas para definir a implementação da Lei Municipal nº 2.781/2021.

Adicionalmente, o MPF requer indenização por dano moral coletivo de no mínimo R$ 2 milhões, a ser aplicada em projetos de educação indígena.

A ação destaca que, conforme a Coordenação dos Povos Indígenas de Manaus e Entorno (Copime), existem 23 espaços educacionais indígenas na cidade, os quais apresentam condições precárias de infraestrutura.

O MPF argumenta que a falta de implementação de políticas públicas adequadas à educação escolar indígena tem causado danos significativos a esses povos, enfatizando a necessidade de medidas que respeitem sua cultura e tradições.

Carregar Comentários