Justiça barra CPIs que iriam investigar gastos milionários realizados pela Prefeitura de Manaus

Decisão judicial impede Câmara Municipal de Manaus de investigar suspeitas de irregularidades no uso de dinheiro público.
Redação Imediato Online
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O desembargador Flávio Pascarelli, do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), decidiu nesta segunda-feira (23) suspender imediatamente duas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) da Câmara Municipal de Manaus (CMM). A medida ocorreu após uma ação movida pelo vereador Dr. Eduardo Assis (Avante), que é líder de seu partido, o mesmo do prefeito David Almeida.

Essa decisão impacta a CPI da Corrupção, popularmente conhecida como CPI da Cruzeta, que busca investigar pagamentos feitos a familiares do prefeito por empresas contratadas pela gestão municipal. Além disso, a CPI da Semcom, que pretendia examinar pagamentos em dinheiro realizados nas dependências da Secretaria Municipal de Comunicação (Semcom) a um portal de notícias local, também foi paralisada.

Em sua justificativa, o vereador alegou que as CPIs tinham objetivos eleitorais, visando macular a imagem do chefe do Executivo em um momento crítico, próximo das eleições. Ele ainda destacou que o presidente da CMM, Caio André (União Brasil), não respeitou o princípio da proporcionalidade partidária na composição das comissões.

Na última sexta-feira (20), a CPI dos Contratos teve sua primeira reunião, onde foi elaborada uma lista de 15 empresas cujos sócios-proprietários seriam convocados para depor. A CPI da Semcom, que se preparava para se reunir nesta segunda-feira (23), foi notificada da decisão judicial antes de iniciar seus trabalhos.

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