MANAUS-AM | O caso de Dilemar Cardoso, recentemente amplamente coberto pela mídia, está novamente no centro das atenções jurídicas após um pedido formal para reverter o acesso público aos autos do processo. O advogado Mozart Bessa, que representa interesses relacionados ao caso, solicitou ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que o segredo de justiça seja restabelecido, alegando que a divulgação irrestrita dos detalhes do processo tem causado um grande estardalhaço e falta de respeito pela privacidade da família.
O processo envolvendo Dilemar Cardoso, falecida sob circunstâncias que atraíram significativa atenção midiática, havia sido liberado para fins jornalísticos, permitindo que veículos de comunicação divulgassem informações e imagens relacionadas ao caso. Entre os materiais divulgados, figuram vídeos e postagens que revelam detalhes sensíveis e íntimos sobre a falecida e os envolvidos.
Diante do crescente sensacionalismo e do impacto negativo sobre a privacidade da falecida, Mozart Bessa entrou com um pedido ao CNJ para que o segredo de justiça seja novamente aplicado ao processo. O advogado argumenta que a divulgação pública tem gerado um estardalhaço desrespeitoso e sensacionalista, desconsiderando a sensibilidade do caso e prejudicando a imagem da falecida.
“O objetivo do segredo de justiça é garantir a privacidade das pessoas envolvidas e proteger interesses sociais legítimos,” declarou Bessa em seu pedido. “A forma como o caso tem sido tratado pela mídia está causando danos irreparáveis, e é imperativo que se restabeleça o sigilo para evitar mais danos.”
Confira:

Regulamentação e Resoluções do CNJ:
A aplicação do segredo de justiça é regulamentada por resoluções do CNJ, que visam equilibrar o direito à privacidade com o direito à informação pública. O CNJ tem a responsabilidade de avaliar a necessidade de restabelecimento do sigilo com base no impacto da divulgação pública e nas alegações apresentadas pelas partes envolvidas.
Foto: Reprodução / Montagem Imediato