Fumaça volta a cobrir áreas em Manaus na noite desta segunda-feira (26)

Poluição do ar preocupa em Manaus e interior do Amazonas, com aumento dos níveis de partículas acima dos limites seguros para a saúde.
Redação Imediato Online
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MANAUS-AM | A fumaça voltou a afetar a qualidade do ar em Manaus na noite desta segunda-feira (26) conforme relatado pelo Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (SELVA) da Universidade do Estado do Amazonas. Embora a poluição do ar na capital esteja classificada como “muito ruim”, com concentrações de partículas variando entre 75 e 125 micrômetros por metro cúbico (µg/m³), a situação é mais alarmante em outros municípios do estado, onde os níveis de poluição atingem níveis críticos.

Na semana passada, o Ministério Público do Amazonas (MPAM) anunciou a implementação de sensores para monitorar a qualidade do ar, como parte dos esforços para enfrentar o crescente problema de poluição. No entanto, o impacto da fumaça é evidente em várias localidades do interior do estado, onde a qualidade do ar é considerada “péssima” em diversos municípios.

Foto: Divulgação / Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (SELVA)

Municípios como Humaitá, Pauini e Itamarati enfrentam as piores condições, com concentrações de partículas que chegam a impressionantes 308 µg/m³. Esses níveis estão muito acima dos limites considerados seguros para a saúde humana, colocando a população em risco de problemas respiratórios e outras complicações de saúde.

Além desses municípios, outras cidades do interior também apresentam índices alarmantes. Amaturá e Lábrea, por exemplo, registram concentrações de 198 e 158 µg/m³, respectivamente, ambos classificados como “péssimos”. Outras localidades, como Tefé, Uarini e Manicoré, seguem a mesma tendência, com níveis de poluição que excedem os limites de qualidade do ar considerados aceitáveis.

Mesmo cidades com índices relativamente melhores, como Careiro da Várzea e Beruri, enfrentam problemas significativos, com concentrações de partículas de 83 e 73 µg/m³, respectivamente, classificados como “muito ruim” e “ruim”. Essas condições podem afetar a saúde da população e demandam atenção urgente das autoridades.

A recente implementação de sensores pelo MPAM é um passo importante para monitorar e entender melhor a qualidade do ar. No entanto, especialistas alertam que medidas adicionais são necessárias para reduzir as emissões e melhorar a qualidade do ar em todo o estado. A situação destaca a necessidade urgente de ações coordenadas para enfrentar a poluição e proteger a saúde pública, especialmente em regiões mais afetadas.

A situação em Manaus e no interior do Amazonas exige uma resposta rápida e eficaz para mitigar os impactos da poluição e garantir um ambiente mais saudável para todos os residentes.

Foto: Imediato

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