Por: Rosane Gama
MANAUS-AM | A polícia encontrou a criança identificada como Italo Samuel Freitas e Freitas, de 11 anos, na noite desta quarta-feira (07). O menino estava sendo mantido em cárcere privado na casa de um Venezuelano, no bairro Educandos, na Zona Sul de Manaus.
Italo desapareceu no dia (23/07) após ir para a escola Dorval Varela de Moura, no bairro Raio de Sol. O tio do menino teria deixado ele na escola e, ao retornar para buscar, não encontrou a criança no local. Ninguém do colégio soube informar o paradeiro dele.
“Eu estava no trabalho quando uma colega me informou que uma moça teria visto o Italo em uma casa com esse homem a mais de uma semana com outras meninas, ela disse que ele saia para brincar na rua todos os dias e à noite retornava para dentro da residência. Quando chegamos lá com a polícia ele estava junto com outras crianças, onde provavelmente eles estavam sendo aliciados por esse Venezuelano que disse que tinha acabado de achar meu sobrinho abandonado na rua, sendo que os vizinhos confirmaram que ele estava lá a vários dias”, relatou a tia da criança.

Foto Hebert Gaúcho / Imediato
De acordo com as informações repassadas pela polícia, a família recebeu relatos de que a criança estava na companhia de um Venezuelano e duas meninas menores de idade dentro de uma residência. A mãe de Italo então procurou a delegacia para informar sobre a situação.
“Esse Venezuelano pegou meu filho e fez maldade com ele, esse homem foi um covarde, agora meu filho foi abusado e esse monstro tem que ser preso. Agora como uma escola deixa um criança de 11 anos sair sozinha?, eu quero justiça pelo o que fizeram com o meu filho”, relatou a mãe da vítima.
Italo Samuel foi ouvido e informou que o Venezuelano mexeu em suas partes íntimas, a criança disse ainda que pedia ajuda das meninas que estavam no local pois estava doendo, e que seu cabelo foi pintado pelo suspeito. Um exame deve ser realizado na criança para constatar se houve abuso sexual.
O Venezuelano foi preso em flagrante e encaminhado para a delegacia. O caso foi registrado na Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA) para a realização dos procedimentos cabíveis.
Foto: Reprodução / Arquivo Pessoal