MANAUS-AM | A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) concluiu, nesta quarta-feira (19), as investigações sobre o caso de Djidja Cardoso, que foi encontrada morta em 28 de maio devido a uma overdose de ketamina. As investigações envolveram um total de 11 pessoas.
De acordo com a Polícia Civil, Cleusimar Cardoso e Ademar Cardoso, mãe e irmão de Djidja, foram indiciados por tortura, homicídio, tráfico de drogas e outros 12 crimes. A operação Mandrágora resultou na prisão de 10 pessoas envolvidas no caso; contudo, o inquérito policial aponta 11 indiciados.
- Ademar Cardoso, irmão de Djidja Cardoso;
- Cleusimar Cardoso, mãe de Djidja Cardoso;
- Verônica da Costa Seixas, gerente do Belle Femme;
- Marlisson Vasconcelos Dantas, cabeleireiro e maquiador;
- Claudiele Santos da Silva, maquiadora do salão de beleza;
- Bruno Roberto Lima, ex-namorado de Djidja;
- Hatus Silveira, ex-fisiculturista;
- José Máximo, dono da clínica veterinária MaxVet e responsável por outros estabelecimentos;
- Savio Pereira, funcionário da clínica MaxVet;
- Emicley Araújo, funcionário da clínica MaxVet;
- Pessoa ainda não identificada pela polícia.
A Operação Mandrágora descobriu uma seita religiosa que fornecia e distribuía a substância ketamina, além de incentivar e promover seu uso.
A investigação compreendeu duas operações que resultaram na prisão de 10 indivíduos. Na fase inicial, os mandados de busca e apreensão, autorizados pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), foram executados nas residências da família Cardoso, nas unidades do Belle Femme, e em clínicas veterinárias como a MaxVet, situada no bairro Redenção. Conforme investigações, a MaxVet fornecia cetamina a membros da família Cardoso.
No dia 7 de junho, Bruno Roberto da Silva Lima, ex-namorado de Djidja Cardoso, e o coach Hatus Silveira foram presos em uma nova etapa da investigação sobre a morte da ex-Sinhazinha. Também foram detidos dois funcionários da clínica veterinária suspeita de fornecer cetamina à família Cardoso, devido a inconsistências em seus depoimentos.
Anteriormente, em 30 de maio, Cleusimar e Ademar, mãe e irmão de Djidja, foram presos na avenida Jurunas, bairro Cidade Nova, zona norte de Manaus. Junto com eles, Verônica da Costa Seixas, apontada como gerente do salão de beleza frequentado por Djidja, foi detida. Mais tarde, a maquiadora do estabelecimento, Claudiele Santos da Silva, 34 anos, entregou-se à polícia e, posteriormente, recebeu prisão domiciliar devido à responsabilidade com seu filho menor de 12 anos.
Além da maquiadora, o cabeleireiro do salão, Marlisson Vasconcelos Dantas, também foi preso.
Um dos funcionários da clínica veterinária suspeita de fornecer cetamina à família Cardoso teve sua prisão convertida para domiciliar em 18 de junho, conforme decisão da Justiça do Amazonas.
Detalhes adicionais sobre a investigação serão divulgados em uma coletiva de imprensa marcada para esta quinta-feira, 20 de junho, na sede da Delegacia Geral.
Foto: Montagem Imediato