Manaus – AM | O advogado que integra a defesa do delegado Gustavo Sotero ressaltou à imprensa local na tarde desta segunda-feira (28/10), que a morte do advogado Wilson Justo Filho aconteceu em confronto pela arma do delegado de polícia, acusado pela morte do advogado Wilson Justo Filho, e que começará a ser julgado nesta terça-feira (29/10) pelo Tribunal do Júri.
A defesa ainda rebateu as informações sobre a apresentação do laudo técnico pelo perito criminal Ricardo Molina na manhã desta segunda, quando o perito disse que é “uma fantasia da defesa” a alegação que houve ataque contra o delegado e que a reação do advogado contra Sotero se deu porque ele estava olhando fixamente para a esposa de Wilson, Fabíola Rodrigues. “Com todo respeito ao Ricardo Molina, ele se lançou em um protagonismo que beira as raias do ridículo”, declarou o advogado do delegado, Cláudio Dalledone Júnior.
De acordo com Cláudio Dalledone, Gustavo Sotero agiu em legítima defesa a partir das atitudes do advogado, que aplicou um soco em seu cliente. Ainda de acordo com ele, o delegado agiu para resguardar a vida ao ser atacado pelo advogado. “A imagem, quando você a coloca quadro a quadro, de uma forma muito nítida, você enxerga o ataque que ele faz (o Wilson Justo), tanto é que ele recebe um disparo de arma de fogo no antebraço, porque foi o primeiro golpe que ele deu.”, ressaltou o advogado.
Para o julgamento pelo Tribunal do Júri, a defesa preparou um vídeo para ser apresentado, para alegar legítima defesa. ” Ele (o Wilson Justo) não acata a voz de abordagem e investe contra o delegado Sotero. O que existiu ali foi um confronto, com Wilson tentando arrebatar a arma do policial.”, justificou Cláudio Dalledone. O caso aconteceu no dia 25 de novembro de 2017, na casa noturna Porão do Alemão, na zona Oeste de Manaus. Já acusação diz que o delegado agiu com intenção de matar. E que ele só parou de atirar porque a arma falhou após cinco disparos.
O delegado Gustavo Sotero é acusado de homicídio triplamente qualificado, após reagir a tiros a um soco do advogado Wilson Justo, no Porão do Alemão. Wilson Justo teria ficado com ciúmes quando Gustavo teria olhado para a sua mulher e feito comentários à respeito da mulher. Outras três pessoas que estavam na boate também foram atingidas por tiros, mas sobreviveram aos ferimentos.
A família espera que o delegado Gustavo Sotero seja absolvido. “Meu irmão agiu para sobreviver.”, disse irmã do delegado Sotero, Giselle Sotero.
