Manaus-Am| Nesta segunda-feira (25), a polícia de Manaus prendeu o último suspeito de participar do assassinato do advogado Erwin Rommel Godinho Rodrigues, que trabalhava no Tribunal de Contas do Amazonas (TCE). Edney Fernandes Vieira é acusado de ser o dono do carro usado no crime e de ter arranjado o atirador e o motorista.
Erwin foi morto a tiros em novembro de 2023, logo após sair de um restaurante em Manaus. O pistoleiro contratado já havia sido preso no início de dezembro.
Em dezembro passado, a polícia também prendeu Israel da Silva Assis, suspeito de ser o mandante do assassinato. Segundo a investigação, Israel era sócio de Erwin e devia R$ 1,5 milhão a ele. Após ser cobrado, ele teria planejado o crime.
Na terceira fase da Operação “Legisperitum”, a polícia prendeu Edney Fernandes, o último envolvido na morte do servidor do TCE-AM.
Edney recebeu uma quantia de R$ 4 mil para fornecer o veículo utilizado na ação criminosa, além de arranjar o atirador e o motorista que executaram a vítima.
Conforme a delegada Marília Campello, adjunta da DEHS, o homem estava sendo investigado como participante na ação criminosa. Em constantes e incansáveis diligências, foi possível constatar que ele teve ligação direta na ação e, na data de ontem, após obter informações de seu paradeiro, os policiais civis da DEHS se deslocaram ao bairro Lago Azul, zona norte, e o prenderam.
“Nós saímos em campo para cumprir dois mandados, sendo um de prisão preventiva e o outro de busca domiciliar. Na ocasião, apreendemos drogas na residência dele. Além disso, concluímos que o mesmo atuava em um grupo criminoso responsável pela comercialização dos entorpecentes naquela localidade”, pontuou.
Segundo a delegada, o autor também foi flagranteado por tráfico de drogas. Ele não confessa sua participação e diz que havia vendido o veículo e não conhecia os demais envolvidos. Mas com o desbaratar das investigações e, todos os elementos de informações coletados, foi possível verificar que sim, Edney faz parte do grupo criminoso que ceifou a vida do advogado.
“Estamos dando o caso por encerrado, uma vez que todos os envolvidos estão presos. São eles o autor intelectual e mandante do crime, o executor que atirou contra a vítima, a pessoa que dirigiu o veículo e, por fim, quem conseguiu o carro. Isso tudo, graças ao empenho máximo dos investigadores da DEHS”, finalizou Marília Campello.
Edney responderá por homicídio qualificado e tráfico de drogas. Ele passará por audiência de custódia e ficará à disposição da Justiça.