Caso Flávio: com a cabeça baixa e em silêncio, Mayc é transferido para presídio na BR-174

Ex-segurança assume autoria de morte, mas Polícia Civil ainda apura informações sobre caso que envolve cenário político em Manaus.
Redação Imediato Online
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Manaus – AM | O ex-segurança do Exército e supervisor de vigilância, Mayc Vinicius, foi transferido para o Centro de Detenção Provisória Masculino 2 (CDPM2), na tarde desta sexta-feira (18/10). O ex-militar foi quem assumiu a autoria da morte do engenheiro Flávio Rodrigues, mas a Polícia Civil ainda apura essas informações. 

Mayc aparece em imagens de câmeras de segurança da portaria do condomínio onde possivelmente aconteceu a morte do engenheiro, entrando e saindo do local em um Corolla, com o sargento da Polícia Militar (PM), Elizeu da Paz, que trabalhava como segurança da prefeitura, mas foi exonerado do cargo, na quarta-feira (16/10).  

Mayc estava preso na carceragem da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (Dehs), na zona Leste da capital. A transferência atende decisão da juíza titular da 2a Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus, Ana Paula Braga, que na noite dessa quinta-feira (17/10) deferiu pedido do advogado de Mayc, alegando que o ex-militar estaria correndo riscos na carceragem da Delegacia de Homicídios (ao dividir a cela com dois integrantes de uma facção) e sofrendo abusos das autoridades policiais. O advogado disse que Mayc já tinha colaborado com a investigação, confessando o crime, mas que a polícia não acreditava, porque o caso envolvia cenário político.
Quando saia da Delegacia de Homicídios, Mayc ficou em silêncio quando questionado pelos jornalistas se estaria sendo ameaçado.

Mayc deixando a Delegacia de Homicídios. Foto: Reinaldo Maquiné

Crime
O homicídio do engenheiro Flávio teria ocorrido no condomínio mencionado, na casa de morada do enteado do prefeito da capital, Arthur Neto, filho da primeira-dama de Manaus, Elizabeth Valeiko, o Alejandro Valeiko, que teria promovido uma “festa” com a participação de “amigos”, no dia 29 de setembro.  

Denúncia: Quem está pagando advogado para Mayc?

Uma familiar de Mayc Vinicius, ex-sargento do Exército e supervisor de vigilância, que assumiu para a Polícia Civil, ter matado o engenheiro Flávio Rodrigues, 42 anos, acredita que Mayc foi ameaçado para assumir o crime, mas não sabe quem pode ter feito ameaças.

Na denuncia à imprensa, a mulher, que não pode ser identificada por correr risco de represálias, disse que a família não tem conhecimento sobre quem contratou e está pagando o advogado que está representando o ex-militar.

A denunciante também afirmou que ela e outra pessoa não puderam ter a acesso a Mayc, nesta sexta-feira (18/10), na carceragem da Delegacia de Homicídios, na zona Leste, antes da transferência dele para o Centro de Detenção Provisória Masculino 2 (CDPM2), no quilômetro 8 da BR-174. “O advogado proibiu a gente de falar com ele. Falamos com a delegada-adjunta. Ela disse que, infelizmente, só estava aguardando a notificação da Justiça para encaminhar a transferência dele. Temos medo que ele entre nesse presídio e saia morto. O Mayc não mataria ninguém”, relatou.

Na noite desta quinta-feira (17/10), a Justiça acatou pedido do advogado Josemar Berçot para ser realizada a transferência de Mayc. O advogado alegou à 2a Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus, que Mayc estaria correndo riscos na carceragem da Delegacia de Homicídios (ao dividir a cela com dois integrantes de uma facção) e sofrendo abusos das autoridades policiais. O advogado disse que Mayc já tinha colaborado com a investigação, confessando o crime, mas que a polícia não acreditava, porque o caso envolvia cenário político.

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