Manaus – AM | Uma familiar de Mayc Vinicius, ex-sargento do Exército e supervisor de vigilância, que assumiu para a Polícia Civil, ter matado o engenheiro Flávio Rodrigues, 42 anos, acredita que Mayc foi ameaçado para assumir o crime, mas não sabe quem pode ter feito ameaças.
Na denuncia à imprensa, a mulher, que não pode ser identificada por correr risco de represálias, disse que a família não tem conhecimento sobre quem contratou e está pagando o advogado que está representando o ex-militar.
A denunciante também afirmou que ela e outra pessoa não puderam ter a acesso a Mayc, nesta sexta-feira (18/10), na carceragem da Delegacia de Homicídios, na zona Leste, antes da transferência dele para o Centro de Detenção Provisória Masculino 2 (CDPM2), no quilômetro 8 da BR-174. “O advogado proibiu a gente de falar com ele. Falamos com a delegada-adjunta. Ela disse que, infelizmente, só estava aguardando a notificação da Justiça para encaminhar a transferência dele. Temos medo que ele entre nesse presídio e saia morto. O Mayc não mataria ninguém”, relatou.
Na noite desta quinta-feira (17/10), a Justiça acatou pedido do advogado Josemar Berçot para ser realizada a transferência de Mayc. O advogado alegou à 2a Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus, que Mayc estaria correndo riscos na carceragem da Delegacia de Homicídios (ao dividir a cela com dois integrantes de uma facção) e sofrendo abusos das autoridades policiais. O advogado disse que Mayc já tinha colaborado com a investigação, confessando o crime, mas que a polícia não acreditava, porque o caso envolvia cenário político.