Ex-senador Telmário Mota é preso em Goiás

Ex-senador acusado de envolvimento em assassinato é preso em Goiás após ficar foragido em Roraima.
Redação Imediato Online
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Texto: Louise Fernanda

A Polícia do Estado de Goiás prendeu na noite desta segunda-feira (30) o ex-senador Telmário Mota, que estava foragido de Roraima depois de receber a sentença de prisão preventiva. Há indícios de que ele possa ter sido o mandante da execução que tirou a vida de sua ex-mulher, Antônia Araújo de Sousa, de 52 anos.

Telmário foi acusado de estuprar a filha de 17 anos em agosto do ano passado. Antônia é mãe da jovem que afirma ter sofrido o abuso. No mês passado, faltavam apenas três dias para a mulher depor contra o ex-marido, mas foi morta com um tiro na cabeça em frente à casa onde vivia.

A polícia afirma que a morte pode ter sido premeditada. Segundo a investigação, Mota teve a ajuda de pelo menos três pessoas: uma ex-assessora ajudou a monitorar Antônia, teve ajuda do sobrinho Harrison Nei Correa Mota, o “Ney Mentira,” que é o provável organizador da logística, e Leandro Luz da Conceição, possível executor do disparo.

A assessora foi ouvida pela polícia e em seguida liberada, com monitoramento por meio de tornozeleira eletrônica. Leandro Luz foi preso após dar sua versão sobre o ocorrido, e o sobrinho do parlamentar, Harrison Nei, segue foragido.

Em um vídeo que circula nas redes sociais, gravado no dia 19 do mês passado, o ex-senador afirma que não matou e nem mandou matar Antônia, sua ex-mulher. Veja o vídeo:

As investigações continuam, com o cumprimento de três mandados de prisão e sete buscas de apreensão em Roraima e Brasília.

A operação é coordenada pelo DHPP (Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa), por meio da DGH (Delegacia Geral de Homicídios), e ocorreu na sede da Capital, na área rural de Boa Vista e em Caracaraí. Está sendo deflagrada em parceria com o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do MPRR (Ministério Público Estadual), DEINT (Departamento de Inteligência) da SESP (Secretaria de Segurança Pública), o GATE (Grupo de Ações Táticas Especiais) da Polícia Militar e a DIPO (Divisão de Inteligência Policial) da Polícia Civil do Distrito Federal. Várias unidades da Polícia Civil prestam apoio à Operação Cassada Real.

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