De acordo com a mãe, a família agora aguarda o laudo pericial do IML que deve trazer a tona o conteúdo das mensagens encontradas no celular da vítima
MANAUS-AM| A mãe da transsexual Manuela Otto, 25 anos, assassinada no último dia 13 de fevereiro, conversou com a equipe de reportagem do site Imediato pedindo Justiça pela vida da filha. A conversa aconteceu durante a tarde desta quarta-feira (17) na casa de Dona Hilma Santos, 41 anos, onde ela morava com a filha, na zona Norte da cidade.
Cinco dias após o crime e após o enterro de Manuella, a mãe da transsexual, Hilma Santos, continua lutando para comprovar a autoria do assassino. “São vocês (imprensa) quem estão me ajudando, e se não fossem as reportagens sobre o caso a situação já teria virado só estatística.”, disse a mãe ainda em luto após ver o principal suspeito do crime ser liberado pela porta da frente da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).
O cabo da Polícia Militar, Jeremias Costa, lotado na 12ª Companhia Interativa Comunitária (CICOM), foi identificado como o principal suspeito do caso após imagens de câmeras de segurança do motel flagrarem um homem encapuzado fugindo do motel onde o crime aconteceu. A polícia chegou até Jeremias após identificar a placa do carro que aparece nas imagens.
O cabo se apresentou na DEHS 48 horas após o crime ter ocorrido , acompanhado de uma advogada, foi liberado da unidade policial por já ter passado do período de flagrante. Delegado Charles Araujo, da DEHS, informou que apesar do vídeo divulgado que mostra um homem fugindo da cena do crime, para a polícia civil, ainda não há provas suficientes para responsabilizar Jeremias Costa pelo crime.

Dona Hilma, mãe de Manuella, fala ainda sobre os últimos momentos com a filha. “Já era quase meia noite quando percebi que ela estava se arrumando para sair. Meu coração de mãe me dizia que algo ia acontecer, pedi várias vezes para ela não ir. Mas ela foi e não voltou nunca mais.”, lamenta a mulher.
A família agora aguarda o laudo pericial do Instituto Médico Legal (IML) que deve trazer a tona o conteúdo das mensagens encontradas no celular da vítima. A polícia acredita que o material no celular de Manuella pode ser indispensável no processo de investigação para indiciar o, até então, principal suspeito do caso. O laudo deve ser emitido em até 15 dias.
Ainda muito emocionada pelo luto, dona Hilma pediu ainda mais respeito da população pela morte da filha. “Pior do que a dor de perder minha filha é a falta de respeito das pessoas que se aproveitam de perfis na internet para ficar tratando ela como alguém que não merecesse respeito só pelo fato de ser transexual. Antes de tudo era um ser humano”.
ENTENDA O CASO| Uma travesti identificada como Manuella Otto, acabou sendo assassinada com um tiro dentro de um quarto de motel. O crime aconteceu na manhã do último sábado (13), no motel “Minha Pousada”, localizado na avenida Samaúma, bairro Monte das Oliveiras, zona Norte da capital.
Câmeras de segurança do local flagraram o momento em que o homem sai do carro pra tentar o desbloqueio do portão com as próprias mãos, e, o mesmo acaba derrubando com o carro e foge.
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