Mãe denuncia demora em tratamento da filha de 20 anos no Hospital João Lúcio, em Manaus

Mãe denuncia demora em procedimento para retirada de pedra no canal biliar da filha de 20 anos internada no Hospital João Lúcio, em Manaus.
Redação Imediato Online
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

Uma mãe denunciou problemas no atendimento e demora na continuidade do tratamento da filha, Lorena Roque de Almeida, de 20 anos, no Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio, localizado no bairro Coroado, zona leste de Manaus. Segundo Rocicléia, a jovem está internada desde setembro e ainda precisa de um procedimento para a retirada de uma pedra no canal biliar.

De acordo com o relato da mãe, Lorena deu entrada na unidade no dia 22 de setembro, após apresentar dores abdominais e icterícia, condição que provoca coloração amarelada na pele e nos olhos. Após a realização de exames, foi identificada uma pedra na vesícula, que também teria migrado para o canal biliar.

Segundo Rocicléia, a primeira intervenção, chamada colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE), foi realizada no Hospital 28 de Agosto, no dia 30 de setembro, porque o equipamento disponível no João Lúcio estaria quebrado.

No dia 2 de outubro, a jovem passou por uma cirurgia para retirada da vesícula. Cinco dias depois, recebeu alta hospitalar. Entretanto, segundo a mãe, Lorena continuou apresentando dores e sinais de icterícia. Diante da piora do quadro, ela retornou ao Hospital João Lúcio no dia 12 de outubro.

Após novos exames, foi identificada a permanência de uma pedra no canal biliar. No dia 14 de outubro, a jovem foi encaminhada novamente ao centro cirúrgico para tentar retirar o cálculo por meio de uma CPRE. Segundo Rocicléia, o procedimento não teve o resultado esperado e a filha precisou ser intubada.

A paciente permaneceu na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) até o dia 19 de outubro, quando recebeu alta da unidade e retornou ao leito de internação.

Equipamento necessário não estava disponível

Ainda conforme a mãe, a equipe médica informou que seria necessário um equipamento chamado SpyGlass para realizar uma nova intervenção e retirar a pedra que permanece no canal biliar.

Rocicléia afirmou que aguardava a chegada do aparelho, mas recebeu a informação de que o equipamento não estava disponível no Hospital João Lúcio. Segundo o relato, o dispositivo poderia ser encontrado no Hospital Delphina Aziz e no Hospital Adventista de Manaus.

A mãe também contou que procurou a ouvidoria da unidade para solicitar esclarecimentos sobre o atendimento e a continuidade do tratamento. No retorno recebido, segundo ela, foi informado que o hospital não conseguiu obter o equipamento necessário.

Mãe questiona alta hospitalar

Rocicléia afirmou que, desde o dia 2 de novembro, recebeu orientações médicas para levar a filha para casa, mesmo sem a realização do procedimento para retirada da pedra.

Segundo ela, a jovem recebeu encaminhamento ambulatorial para dar continuidade ao tratamento em outra unidade de saúde. A mãe, porém, questiona a necessidade de uma nova espera e afirma que não conseguiu uma transferência direta para o Hospital Delphina Aziz.

A situação também afetou a rotina da estudante, que, segundo a mãe, perdeu compromissos acadêmicos e oportunidades de participar do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Rocicléia informou que pretende continuar buscando atendimento para a filha e não descarta recorrer à Justiça para garantir a continuidade do tratamento.

Até a publicação desta matéria, a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) não havia apresentado esclarecimentos sobre o caso. A reportagem informou que solicitaria um posicionamento da pasta sobre o atendimento prestado à paciente e a disponibilidade do equipamento necessário.

Carregar Comentários