As internações por doenças respiratórias mais que dobraram no Acre durante os meses de maior poluição do ar. Segundo boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), a média mensal passou de 82 casos, em janeiro, para 165, em setembro, um aumento de 101,2%.
O levantamento analisou dados de 2016 a julho de 2026 e aponta que o crescimento ocorre principalmente durante a estiagem, entre junho e outubro, período marcado pelo aumento da fumaça e das partículas poluentes.
As internações por doenças cardiovasculares também cresceram: de 210, em janeiro, para 298, em setembro, uma alta de 41,9%.
Setembro registrou ainda a maior concentração média de partículas finas PM2,5, chegando a 66,59 microgramas por metro cúbico. Diante do cenário, a Sesacre destaca a importância do monitoramento da qualidade do ar e de medidas de prevenção durante o período de estiagem.