Manaus lidera ranking de poluição do ar no Brasil, mas interior do Amazonas registra índices mais altos

Vila Amazônia, em Parintins, chegou a 241,2 µg/m³ de partículas poluentes; suspensão de aulas afetou mais de 23 mil estudantes no município.
Redação Imediato Online
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Manaus continuava entre as cidades com o ar mais poluído do Brasil na manhã desta sexta-feira (30), segundo dados da plataforma global IQAir. Apesar da melhora em relação aos períodos mais críticos de fumaça, municípios do interior do Amazonas registraram concentrações ainda maiores de partículas poluentes.

Por volta das 6h20, a capital amazonense apresentava Índice de Qualidade do Ar (AQI) de 148, classificação considerada prejudicial para grupos sensíveis.

O monitoramento do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), também apontou índices elevados em diferentes pontos da capital. No bairro Morro da Liberdade, a concentração chegou a 55,1 microgramas por metro cúbico (µg/m³).

Interior registra concentrações mais elevadas

Os dados do Selva indicaram níveis superiores aos da capital em municípios do interior. Na Vila Amazônia, em Parintins, a concentração chegou a 241,2 µg/m³. Em Maués, foram registrados 181,8 µg/m³.

Confira os índices registrados:

Vila Amazônia: 241,2 µg/m³;
Maués: 181,8 µg/m³;
Parintins: 171,6 µg/m³;
Barreirinha: 129,6 µg/m³;
Itapiranga: 125,9 µg/m³;
Nhamundá: 115,6 µg/m³;
Iranduba: 85,9 µg/m³.

Suspensão de aulas afetou mais de 23 mil estudantes

Em Parintins, as aulas da rede estadual de ensino foram suspensas em todos os turnos na quinta-feira (29), devido à piora na qualidade do ar. Mais de 23 mil estudantes foram afetados pela medida, e os alunos que estavam nas escolas foram orientados a voltar para casa.

Segundo a Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar, a previsão é que as atividades sejam retomadas normalmente na terça-feira (3). A sexta-feira (30) já estava prevista como ponto facultativo no calendário escolar, em alusão ao Dia do Servidor Público, enquanto a segunda-feira (2) é feriado de Finados.

A secretaria informou que as estratégias para reposição das atividades pedagógicas estão previstas em uma nota técnica enviada às unidades de ensino em setembro.

A suspensão também atingiu outras instituições. No Instituto Federal do Amazonas (Ifam), as atividades foram interrompidas até 6 de novembro, por decisão do comitê de crise da instituição.

Nos campi da UEA e da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) em Parintins, as aulas também foram suspensas durante a quinta-feira. Juntas, as duas universidades tiveram mais de 3,2 mil estudantes afetados.

Fumaça de queimadas no Pará pode chegar ao Amazonas

Na segunda-feira (26), o governador do Amazonas, Roberto Cidade, afirmou que a fumaça provocada por queimadas no sul do Pará pode chegar ao estado nos próximos dias.

Segundo ele, os focos de incêndio estão concentrados principalmente na região de Itaituba, próxima à divisa entre os dois estados. O governo amazonense pretende entrar em contato com a administração paraense para discutir medidas de combate aos incêndios.

Durante coletiva de imprensa, o governador estimou que a fumaça poderia atingir o Amazonas em dois ou três dias.

“Grande parte de onde está tendo queimadas é no sul do Pará, é ali em Itaituba, na fronteira com o nosso estado, ali no Baixo Amazonas. Nós já estamos trabalhando para que a gente possa fazer a nossa parte aqui no nosso estado, mas também vou pedir junto com a nossa equipe para entrar em contato com o governo do Pará”, afirmou.

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