“Parece filme de Terror”: Mãe é presa após crianças serem encontradas em situação chocante

Bebê de apenas seis meses apresentava queimaduras em cerca de 30% do corpo, enquanto adolescente de 12 anos sofria com complicações de uma fratura no braço.
Redação Imediato Online
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Um caso que chocou até os profissionais envolvidos no atendimento é investigado pelo delegado Henrique Inácio. Uma mulher foi presa pela Polícia Civil de São Miguel do Guamá, após seus filhos serem encontrados em condições alarmantes, com suspeitas de maus-tratos, negligência e abandono.

Os filhos são: Um bebê, de apenas seis meses, apresentava queimaduras em cerca de 30% do corpo, enquanto adolescente de 12 anos sofria com complicações de uma fratura no braço.

Os oficiais que investigam o caso têm dificuldade até de conter a emoção, marcada pelo sofrimento de crianças indefesas, o que provocou indignação e profunda comoção em São Miguel do Guamá, no nordeste paraense. O que parecia uma cena de filme de terror tornou-se uma ocorrência policial que mobilizou o Conselho Tutelar, profissionais de saúde e a Polícia Civil.

Veja abaixo o vídeo que mostra a situação das crianças:

Acostumadas a lidar com situações de vulnerabilidade, as profissionais teriam ficado profundamente emocionadas diante do estado físico dos menores, especialmente de um bebê com apenas seis meses de vida.

Um Bebê com 30% do corpo queimado

A situação mais grave envolvia um bebê de aproximadamente seis meses, encontrado com queimaduras extensas em diferentes partes do corpo.

De acordo com as informações registradas na ocorrência policial, a criança apresentava comprometimento de aproximadamente 30% da superfície corporal, quadro considerado grave e que motivou a indicação de transferência para uma unidade hospitalar especializada no tratamento de queimados.

A imagem de uma criança tão pequena enfrentando lesões dessa natureza causou forte comoção entre os profissionais que acompanharam o atendimento.

Com apenas seis meses, o bebê ainda depende inteiramente de outras pessoas para se alimentar, receber cuidados, ser protegido de acidentes e ter acesso a atendimento médico.

Segundo os depoimentos colhidos, a mãe afirmou que já havia procurado assistência médica para a criança. Entretanto, ao ser questionada pelas conselheiras tutelares sobre os documentos do atendimento, alegou que havia perdido o relatório e a receita médica.

As circunstâncias levantaram dúvidas sobre os cuidados efetivamente prestados ao bebê, levando o Conselho Tutelar a providenciar seu encaminhamento ao Hospital Municipal de São Miguel do Guamá.

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Adolescente com braço fraturado também preocupou as equipes

Como se não bastasse a gravidade da situação do bebê, outra criança da mesma família também apresentava problemas de saúde que chamaram a atenção das autoridades.

Uma adolescente de apenas 12 anos estava com um dos braços lesionado, apresentando histórico de fratura ocorrida aproximadamente dois meses antes.

Conforme os elementos apurados, a menina havia passado por atendimento ortopédico, inclusive com colocação de pino no braço, mas não estaria recebendo o acompanhamento médico de retorno necessário.

Segundo informações repassadas à Polícia Civil, o membro apresentava inchaço e redução da capacidade de movimentação.

A mãe teria apresentado justificativas relacionadas à perda de documentos de encaminhamento médico.

A investigação busca esclarecer se houve omissão de cuidados e se a ausência de acompanhamento contribuiu para o agravamento da condição da adolescente.

*Duas crianças, duas situações graves e uma mesma preocupação: saber se receberam a proteção e os cuidados indispensáveis à saúde e à própria dignidade.*

Até profissionais choraram com o relato do ocorrido

Um dos aspectos mais emocionantes da ocorrência foi a reação das pessoas que participaram do atendimento.

Segundo relatos sobre o caso, integrantes da equipe técnica ficaram tão abaladas com as condições das crianças que chegaram a chorar.

A situação provocou sentimento de tristeza, indignação e preocupação com o futuro dos menores.

O sofrimento infantil ganha uma dimensão ainda mais dolorosa quando envolve crianças que não possuem condições de buscar ajuda por conta própria.

Um bebê de seis meses não consegue pedir socorro. Uma adolescente machucada depende dos responsáveis para dar continuidade ao tratamento.

São situações que demonstram a importância da atuação dos órgãos de proteção e da pronta comunicação às autoridades quando existem sinais de possível violência ou negligência.

POLÍCIA CIVIL DE SÃO MIGUEL DO GUAMÁ EFETUOU A PRISÃO DA MÃE

A ocorrência chegou ao conhecimento da Polícia Civil de São Miguel do Guamá, depois que o delegado Henrique Inácio recebeu dois vídeos mostrando as condições físicas das crianças. Diante da gravidade das imagens, o delegado, acompanhado de sua equipe policial, deslocou-se até o Hospital Municipal de São Miguel do Guamá.

No local, os policiais conversaram com as conselheiras tutelares e obtiveram informações sobre o estado de saúde dos menores e as denúncias anteriores relacionadas à família. Denúncias também indicam abandono de crianças por parte da mãe.

A Polícia Civil constatou a necessidade de aprofundar a apuração sobre as condições em que as crianças vinham sendo cuidadas.

A atuação da equipe da Delegacia de Polícia Civil de São Miguel do Guamá resultou na prisão da mãe, em procedimento conduzido pelo delegado Henrique Inácio.

O caso é investigado para esclarecer possíveis crimes de maus-tratos e outras infrações eventualmente relacionadas à exposição das crianças a situações de perigo.

As imagens recebidas pela autoridade policial, os depoimentos das conselheiras tutelares e os documentos hospitalares integram os elementos considerados na apuração.

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