O Amazonas contará com 16 aeronaves para reforçar o combate aos incêndios florestais que atingem o estado. O anúncio foi feito neste domingo (18), durante uma reunião com autoridades estaduais e federais em Manaus, diante do avanço das queimadas e da fumaça que há cerca de 11 dias afeta a capital amazonense.
A mobilização também prevê a participação de aproximadamente 20 mil profissionais, entre equipes que atuam diretamente no combate às chamas e outros agentes envolvidos nas operações. Segundo as informações apresentadas durante a coletiva, uma das aeronaves tem capacidade para transportar até 19 mil litros de água.
A estratégia inclui ainda o trabalho de brigadistas em solo, o reforço das Forças Armadas e a chegada de dois navios para auxiliar nas ações de enfrentamento aos incêndios.

Fumaça preocupa autoridades e população
Manaus enfrenta dias consecutivos de fumaça, situação que tem provocado preocupação entre moradores e autoridades. No sábado (17), os registros de focos de calor chegaram a quase três vezes o número observado na sexta-feira, conforme informado durante a cobertura da coletiva.
A fumaça tem levado a recomendações para que a população evite a exposição prolongada ao ar poluído e utilize máscaras quando necessário. As autoridades afirmaram que a situação segue sob monitoramento, especialmente diante dos possíveis impactos à saúde.
Durante o anúncio, também foi informado que, até aquele momento, não havia registro de atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) relacionados a complicações mais graves provocadas diretamente pelos episódios de fumaça. Mesmo assim, uma base da Força Nacional do SUS está prevista para ser instalada em Manaus a partir de terça-feira (20), com o objetivo de reforçar a capacidade de atendimento à população.
Governo anuncia recursos para as operações
A mobilização reúne representantes dos governos federal e estadual, além de órgãos responsáveis pelo combate aos incêndios e pela proteção ambiental. Entre as autoridades presentes estavam ministros das áreas de Meio Ambiente e Mudança do Clima, Justiça e Segurança Pública, Integração e Desenvolvimento Regional e Defesa, além do presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Durante a reunião, também foram mencionados mais de R$ 10 milhões em recursos para apoiar as ações no Amazonas. Conforme as informações apresentadas, o governo estadual poderá utilizar uma ata de registro de preços do governo federal para contratar serviços e viabilizar despesas relacionadas às operações, incluindo o aluguel de aeronaves. O estado também poderá recorrer a alternativas próprias, conforme as necessidades da operação.
A força-tarefa foi organizada diante da gravidade do cenário na capital e no interior, principalmente no sul do Amazonas, uma das regiões afetadas pelos incêndios. As autoridades ressaltaram que o combate exige atuação conjunta entre equipes aéreas e terrestres.
Queimadas estão proibidas
Durante a coletiva, o governador do Amazonas reforçou que as queimadas estão proibidas no estado desde setembro. A orientação é que a população denuncie situações de incêndio às autoridades, inclusive quando o fogo começa em quintais ou áreas menores e pode se espalhar para a vegetação.
As autoridades alertaram que provocar queimadas de forma criminosa pode resultar em responsabilização criminal. Além dos danos ambientais, os incêndios aumentam a sobrecarga das equipes de combate e agravam os problemas causados pela fumaça.
Apesar da mobilização, o cenário continua preocupante. Segundo as informações divulgadas durante a reunião, alguns focos de incêndio já apresentavam redução, mas as equipes seguem atuando para conter as chamas e diminuir os impactos sobre a população e as áreas naturais do Amazonas.