Amapá decreta emergência por estiagem e avanço das queimadas

Medida vale por 180 dias e prevê reforço no abastecimento de água, assistência às comunidades afetadas e combate aos incêndios florestais.
Redação Imediato Online
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

O avanço das queimadas e a redução do nível dos rios levaram o Governo do Amapá a decretar situação de emergência em todo o estado. A medida foi assinada pelo governador Clécio Luís nesta sexta-feira (16) e publicada no Diário Oficial do Estado, com validade de 180 dias.

O decreto busca ampliar as ações de assistência humanitária, garantir o abastecimento de água às populações afetadas e intensificar a prevenção e o combate aos incêndios em áreas de vegetação. A prioridade é atender comunidades em situação de vulnerabilidade, especialmente diante dos impactos do período de seca.

Segundo o governo estadual, diferentes municípios amapaenses enfrentam queimadas em áreas de mata e floresta, além da queda significativa no nível dos rios. A Defesa Civil Estadual coordena as ações em parceria com as defesas civis municipais, monitorando os efeitos da estiagem e prestando apoio às localidades atingidas.

El Niño e aumento das queimadas

O decreto considera o agravamento das condições climáticas associado à influência do fenômeno El Niño, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico. O documento também leva em conta o aumento dos registros de incêndios florestais e os prejuízos enfrentados por comunidades rurais e ribeirinhas.

Desde agosto, o estado realizou 611 operações de prevenção e 376 ações de combate às queimadas, conforme dados do governo. As atividades integram a Operação Amapá Verde, que atua nos 16 municípios amapaenses.

Estado aguarda reconhecimento federal

O Governo do Amapá informou que aguarda o reconhecimento federal da situação de emergência, acompanhado do plano de resposta elaborado pelo estado.

Com a medida, a administração estadual pretende reforçar a resposta aos efeitos da estiagem, ampliar o atendimento às comunidades afetadas e intensificar as ações para reduzir os impactos das queimadas.

Carregar Comentários