A influenciadora digital e empresária conhecida como Gatuxa, identificada como Luiz Tanac, negou ter acobertado o irmão, Ângelo Nunes, preso sob suspeita de participação em um assalto a uma residência onde havia medicamentos para emagrecimento. Em entrevista ao Imediato, ela afirmou que denunciou o familiar à polícia e colaborou com as autoridades para ajudar a localizá-lo.
O caso ganhou repercussão nas redes sociais após a prisão de Ângelo. Segundo Gatuxa, publicações que circularam na internet passaram a associar sua imagem ao crime e a levantar suspeitas de que ela estaria protegendo o irmão.
Durante a entrevista, a influenciadora contestou essas alegações e apresentou sua versão sobre o relacionamento com o suspeito e as tentativas de localização feitas pela polícia.
Influenciadora afirma que denunciou o próprio irmão
Segundo Gatuxa, Ângelo trabalhava em um de seus estabelecimentos comerciais quando ocorreu o assalto. Ela afirmou que não sabia do suposto envolvimento dele no crime e que só tomou conhecimento da situação quando policiais foram até o restaurante para procurá-lo.
A influenciadora relatou que, ao descobrir a suspeita, combinou com os agentes que avisaria quando o irmão retornasse ao trabalho.
“Quem denunciou o Ângelo a primeira vez para a polícia fui eu”, afirmou.
De acordo com o relato, os policiais retornaram ao estabelecimento no dia seguinte, quando Ângelo estava trabalhando, e o levaram para a delegacia. Gatuxa disse que acreditava que as providências legais seriam tomadas e que, depois disso, decidiu dispensar o irmão do trabalho por não concordar com a conduta atribuída a ele.
Ela também afirmou que forneceu aos policiais o endereço e o contato que tinha do familiar depois que ele deixou de trabalhar no estabelecimento.
Gatuxa contesta vídeos que circulam nas redes sociais
Outro ponto abordado na entrevista foi a circulação de vídeos que mostram Ângelo trabalhando no estabelecimento da irmã. Segundo Gatuxa, as imagens são verdadeiras, mas teriam sido gravadas em outro período e estariam sendo compartilhadas como se fossem atuais.
A influenciadora negou que a presença do irmão no local demonstrasse que estava escondendo ou protegendo o suspeito.
Ela também relatou que policiais continuaram procurando Ângelo no restaurante mesmo depois de ele deixar de trabalhar no estabelecimento. Segundo a empresária, as visitas passaram a causar desconforto, pois ela considerava que já havia fornecido as informações de que dispunha.
Influenciadora relata desentendimento com policial
Durante a entrevista, Gatuxa também relatou um desentendimento com um policial que teria ido ao restaurante para perguntar sobre o paradeiro do irmão.
Segundo ela, o agente a acusou de esconder Ângelo e de proteger o suspeito. A influenciadora afirmou que respondeu não ter informações adicionais e contestou a forma como foi abordada diante de clientes e funcionários.
Gatuxa disse ainda que publicou nas redes sociais vídeos do episódio e que enfrentou uma ação judicial relacionada à divulgação das imagens. Ela afirma ter vencido o processo, mas essa informação não foi confirmada de forma independente para esta reportagem.
Caso ganhou repercussão após prisão
A prisão de Ângelo Nunes ampliou a repercussão do caso nas redes sociais, principalmente pela ligação familiar com a influenciadora, que possui seguidores e administra estabelecimentos comerciais.
Na entrevista, Gatuxa afirmou que não pretende justificar o suposto crime atribuído ao irmão e defendeu que ele responda perante a Justiça caso seja comprovada sua participação.
A influenciadora também criticou páginas que, segundo ela, divulgaram informações que a associavam ao assalto sem apresentar provas de que tivesse colaborado para esconder o suspeito.
A investigação sobre o assalto e a suspeita de participação de Ângelo devem ser esclarecidas pelas autoridades responsáveis. Até a conclusão do processo, as acusações contra ele devem ser tratadas como suspeitas.
O Imediato mantém espaço aberto para manifestações da Polícia Civil e dos demais envolvidos sobre os fatos relatados.
Veja o momento da prisão: