Ao longo de mais de 50 anos de atuação cultural, Sérgio construiu uma trajetória marcada pela passagem por diferentes áreas, como teatro, literatura, cinema, fotografia e artes visuais. Sua produção tinha Manaus e a Amazônia como referências recorrentes, abordando temas relacionados à vida urbana, às desigualdades, à memória e às transformações da região.
Formado em Direito pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e pós-graduado em administração de projetos culturais, Sérgio também atuou no serviço público. Trabalhou na Procuradoria Geral do Estado do Amazonas (PGE-AM) e, posteriormente, na Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, onde comandava o departamento de Difusão Cultural.
No teatro, ganhou destaque com trabalhos premiados no Festival de Teatro da Amazônia, entre eles “A Herança Maldita de Mercedita de La Cruz” e “Carmen de La Zone”.
Um dos elementos mais conhecidos de sua produção foi “La Zone”, cidade fictícia criada pelo artista. O universo servia como uma representação de Manaus e permitia abordar aspectos do cotidiano urbano, da marginalidade e da perda da memória social.
A atuação de Sérgio também passou pelo cinema e pelas artes visuais. Durante a carreira, produziu filmes e documentários, além de fotografias, pinturas e instalações.
A última exposição do artista, “Papers & True Graphics”, está em cartaz no Centro Cultural Palácio da Justiça, no Centro de Manaus. A mostra reúne pinturas, instalações fotográficas e narrativas visuais, além de um espaço destinado à exibição de filmes produzidos por Sérgio.
A exposição pode ser visitada de segunda a sábado, com exceção das terças-feiras, das 9h às 15h.
A morte do multiartista repercutiu entre escritores, artistas e outras personalidades da cultura amazonense, que lamentaram a perda e destacaram sua contribuição para o setor no Estado. Com a morte de Sérgio, a cadeira nº 2 da Academia Amazonense de Letras fica vaga.