Moradores do Beco 1º de Junho, no bairro Zumbi 1, Zona Leste de Manaus, denunciam o acúmulo de lixo, mato e areia em uma área de córrego que tem provocado alagamentos durante as chuvas e aumentado o risco de deslizamentos de terra. A situação foi registrada pela equipe do Imediato Online após um chamado feito por moradores da comunidade.
Segundo os relatos, o problema se agrava principalmente durante períodos de chuva intensa. Nos últimos dias, com as precipitações registradas em Manaus, moradores de áreas mais baixas do beco tiveram as casas atingidas pela água.
A área denunciada fica próxima ao início de um córrego, onde há uma tubulação e uma passagem estreita que acaba dificultando o escoamento. Com o acúmulo de resíduos, areia e vegetação, a água encontra ainda mais dificuldade para seguir o curso natural.
A moradora Tayana, que falou em nome da comunidade, afirmou que o caminhão da coleta de lixo passa pelo local durante a semana, mas alguns moradores continuam descartando resíduos de forma irregular na área.
“O caminhão do lixo passa, só que a gente tem mania de jogar pra cá. É estrato de cama, geladeira, fogão, coisa de bananeira que cortaram”, relatou.
De acordo com ela, quando chove, o lixo levado pela água acaba se acumulando próximo a uma pequena ponte, impedindo a passagem e contribuindo para os alagamentos.
“Quando a chuva vem, vem rebolar lá de cima o lixo. Quando chega lá na ponta, porque tem a parte da pontezinha, não passa, acumula lá. Aí quem se prejudica somos nós que moramos aqui embaixo”, explicou.
A situação também preocupa famílias com crianças pequenas. A moradora relatou que há bebês e crianças vivendo nas proximidades do córrego e teme que o contato com água contaminada e resíduos possa favorecer a transmissão de doenças.
Além dos alagamentos, os moradores apontam o risco de deslizamentos nas áreas inclinadas do bairro. Segundo a comunidade, quando chove, uma grande quantidade de barro desce pelas ladeiras e chega às áreas mais baixas.
“Se chover, ninguém sai, ninguém entra”, afirmou Tayana ao descrever as dificuldades enfrentadas pelos moradores durante as chuvas.
A comunidade também reclama da falta de limpeza e retirada de areia e resíduos acumulados no córrego. Segundo Tayana, o local já foi muito mais profundo e limpo no passado.
“Aqui já era fundo. Ali era a bica, era uma água que a gente tomava banho, que a gente bebia. Era limpo. E agora não pode mais nem pisar aí dentro”, contou.
A moradora afirma ainda que a limpeza da área não ocorre há bastante tempo e que o acúmulo de areia teria reduzido a profundidade do córrego.
Segundo os moradores, a retirada periódica da areia, do mato e dos resíduos poderia ajudar a melhorar o escoamento da água e diminuir os transtornos provocados pelas chuvas.
Diante da situação, os moradores fazem um apelo aos órgãos municipais para que seja realizada uma limpeza geral na área, com retirada do lixo, da vegetação e da areia acumulada no córrego.
A comunidade também solicita uma avaliação técnica da infraestrutura existente no local, principalmente nas áreas de encosta e nas duas ladeiras próximas ao Beco 1º de Junho.
Os moradores pedem ainda que a Defesa Civil avalie os pontos considerados de risco para verificar a possibilidade de deslizamentos e os impactos que poderiam atingir as residências instaladas nas proximidades.
O Imediato Online deixa o espaço aberto para que os órgãos responsáveis se manifestem sobre as providências previstas para a área e sobre eventuais ações de limpeza, infraestrutura e prevenção de riscos no Beco 1º de Junho.