A dor da família de Kimberly Karen Mota de Oliveira, assassinada a facadas em Manaus, voltou a ganhar força após a irmã da vítima, Isabela Karen, revelar nas redes sociais que Rafael Fernandez Rodrigues, condenado pelo crime, passou ao regime semiaberto e deverá utilizar tornozeleira eletrônica.
Em um relato marcado por lágrimas e indignação, Isabela contou que recebeu a informação por meio do advogado da família. Segundo ela, a notícia fez reviver o sofrimento provocado pela morte da irmã, assassinada em maio de 2020.
“Acabei de descobrir que o assassino dela está no semiaberto, já vai começar a usar tornozeleira e começar a viver por aí”, afirmou Isabela, emocionada.
A irmã de Kimberly também questionou o sistema de Justiça brasileiro e relembrou que a pena de Rafael já havia sido reduzida anteriormente.
“É desse jeito que são nossas leis no Brasil”, desabafou.
Kimberly Karen tinha 22 anos quando foi encontrada morta em um apartamento localizado no Centro de Manaus, em maio de 2020. A jovem apresentava ferimentos provocados por golpes de faca.
Kimberly havia sido eleita Miss Manicoré em 2019 e cursava Odontologia. A morte da jovem provocou grande repercussão no Amazonas.
Kimberly e Rafael Fernandez haviam iniciado um relacionamento que durou aproximadamente dois meses. Conforme as investigações, a jovem decidiu terminar a relação antes do assassinato.
Rafael passou a ser procurado após a descoberta do corpo e deixou Manaus. Durante a fuga, ele teria seguido em direção a Roraima, onde acabou sendo localizado pelas forças de segurança.
O acusado foi preso em 15 de maio de 2020, em Pacaraima, na fronteira com a Venezuela.
Condenação
Em 2021, Rafael Fernandez Rodrigues foi condenado pelo Tribunal do Júri a 14 anos de prisão em regime fechado pela morte de Kimberly.
Posteriormente, a pena foi reduzida para 13 anos e 4 meses após recurso da defesa.
Agora, conforme relatado por Isabela Karen, a progressão para o regime semiaberto, com utilização de tornozeleira eletrônica, provocou uma nova onda de indignação entre os familiares da vítima.
Para a família, a mudança representa mais um momento doloroso desde a morte de Kimberly e reacende a discussão sobre o cumprimento da pena e os impactos deixados pelo crime nos familiares da vítima.