Trabalhadores do setor de transporte e distribuição de cargas realizaram uma manifestação nesta sexta-feira (18), em frente à unidade da Solar Coca-Cola, localizada na Avenida Torquato Tapajós, em Manaus. O grupo se reuniu próximo aos caminhões que aguardavam para realizar operações de carga e descarga e apresentou uma série de reivindicações relacionadas às condições de trabalho e ao acordo coletivo da categoria.
A mobilização ocorre após uma manifestação realizada na quinta-feira (17), quando representantes sindicais estiveram no local para tratar das demandas apresentadas pelos trabalhadores. Segundo os participantes do ato desta sexta-feira, a reunião anterior não teria solucionado os problemas apontados pela categoria.

Durante a manifestação, trabalhadores e representantes da oposição sindical afirmaram que pretendem questionar o acordo coletivo referente ao período de 2026/2027. De acordo com eles, o documento teria sido assinado pela direção sindical sem que a categoria tivesse participado de uma assembleia para discutir e aprovar os termos.
Entre os principais pontos contestados estão o banco de horas, os valores pagos como benefícios, a ausência de plano de saúde custeado pelas empresas e a remuneração considerada defasada pelos trabalhadores.
Durante o ato, uma das principais reivindicações apresentadas foi a criação de um plano de saúde pago pelas empresas. Os manifestantes também cobraram melhorias no benefício de alimentação.
Em determinado momento da mobilização, uma das lideranças pediu que os trabalhadores levantassem a mão caso fossem favoráveis à implantação de um plano de saúde custeado pela empresa e ao aumento do valor da cesta básica.
A categoria defende que o benefício chegue a valores entre R$ 1,2 mil e R$ 1,4 mil, conforme os discursos realizados durante o protesto.
Os trabalhadores também reclamam do banco de horas e reivindicam que as horas trabalhadas sejam devidamente registradas e remuneradas. Outra cobrança apresentada durante o ato foi relacionada aos valores recebidos por motoristas, carreteiros e ajudantes.
Segundo os manifestantes, existem profissionais recebendo salários que, na avaliação deles, não correspondem às responsabilidades exercidas. As lideranças também afirmaram que a categoria enfrenta dificuldades para permanecer trabalhando em Manaus devido à remuneração e às condições apresentadas.

Um dos principais motivos da manifestação é a tentativa de revisão do acordo coletivo apresentado pelos trabalhadores durante o protesto.
Segundo representantes da oposição sindical, a categoria não teria participado da negociação ou de uma assembleia para autorizar a assinatura do documento. Eles afirmam que pretendem convocar uma nova assembleia para discutir a situação e buscar a anulação ou revisão do acordo.
Durante a manifestação, os representantes exibiram documentos que, segundo eles, comprovariam as condições contestadas no acordo coletivo.
As alegações sobre a assinatura do acordo e a participação dos trabalhadores foram feitas pelas lideranças presentes no ato e ainda dependem da manifestação das partes envolvidas e da análise dos documentos oficiais.

Além das reivindicações trabalhistas, o protesto também foi marcado por críticas à atual direção do sindicato que representa a categoria.
Durante os discursos, representantes da oposição afirmaram que a direção sindical não teria legitimidade para negociar em nome dos trabalhadores. Eles alegaram ainda a existência de uma disputa judicial envolvendo a eleição da entidade.
Uma das lideranças afirmou que haveria questionamentos sobre assinaturas utilizadas no processo eleitoral e citou a existência de ações judiciais relacionadas ao caso. As acusações foram feitas durante a manifestação e não devem ser tratadas como fatos comprovados sem a confirmação por meio de decisões judiciais ou documentos oficiais.
Os manifestantes também criticaram a atuação da direção sindical e afirmaram que pretendem promover mudanças na representação da categoria.

Durante o ato, os trabalhadores permaneceram concentrados em frente à Solar Coca-Cola, enquanto representantes discursavam e apresentavam as reivindicações.
Entre as principais demandas citadas estão:
revisão ou anulação do acordo coletivo contestado pela categoria;
fim ou revisão do banco de horas;
reajuste salarial;
aumento do valor da cesta básica;
implantação de plano de saúde custeado pela empresa;
registro e pagamento adequado das horas trabalhadas;
melhorias nas condições de trabalho;
participação efetiva dos trabalhadores nas decisões relacionadas à categoria.
Os trabalhadores afirmam que pretendem permanecer mobilizados até que as reivindicações sejam discutidas e que uma assembleia seja realizada para definir os próximos passos.
A manifestação ocorre em meio a uma disputa entre diferentes grupos ligados à representação sindical da categoria. Enquanto os trabalhadores que participam do ato contestam a atuação da atual direção, os posicionamentos e eventuais documentos apresentados pela entidade sindical ainda precisam ser considerados para que haja uma versão completa sobre o caso.
O espaço permanece aberto para manifestação da direção sindical, da Solar Coca-Cola e das demais empresas citadas pelos trabalhadores sobre as reivindicações e acusações apresentadas durante o protesto.