A operação em mercearias de Macapá alcança 90 bairros da capital e mais de 700 estabelecimentos cadastrados. A ação combate principalmente roubos e furtos, com o policiamento direcionado a partir dos locais e horários considerados mais críticos.
O mapa do crime aponta onde apertar o cerco
Mercearias e pequenos comércios são considerados pontos vulneráveis porque alguns funcionam até mais tarde e ficam mais expostos, principalmente em bairros afastados.
O serviço de inteligência reúne informações sobre as ocorrências e identifica os dias, horários e locais onde os crimes aparecem com maior frequência.
Com esse levantamento, os batalhões conseguem direcionar as equipes para as regiões que mais precisam de policiamento.
Até selo entrou na jogada
Mais de 700 estabelecimentos cadastrados recebem um selo de identificação. A medida facilita o reconhecimento dos pontos durante as rondas e ajuda as equipes a acompanharem as áreas consideradas prioritárias.
Segundo o coronel Max Oliveira, diretor de operações, os dados ajudam a entender a dinâmica dos crimes e organizar as ações de acordo com os horários e locais mais críticos.
E os números apresentados pela corporação chamam atenção: os roubos tiveram redução de 86%, enquanto os furtos caíram quase 70%.
No Novo Horizonte, a ronda terminou em prisão
Durante uma das ações, no bairro Novo Horizonte, uma equipe do 2º Batalhão prendeu dois suspeitos de tráfico de drogas após denúncias anônimas.
Foram apreendidas porções de drogas, dinheiro, celulares e munições. Os suspeitos e o material foram encaminhados ao Ciosp do Pacoval.
A ronda continua
A operação deve seguir nos próximos meses, com novas ações definidas a partir dos relatórios da inteligência.
A estratégia é mapear onde e quando o crime costuma aparecer para colocar o policiamento justamente nesses pontos.