Ex-deputado e ex-secretário são acusados de articular desvio milionário na educação indígena em Roraima

A Polícia Federal indiciou nove pessoas por suspeita de envolvimento em uma fraude em uma licitação de quase R$ 4,3 milhões realizada pela Secretaria de Educação e Desporto de Roraima.
Redação Imediato Online
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A Polícia Federal indiciou nove pessoas por suspeita de envolvimento em uma fraude em uma licitação de quase R$ 4,3 milhões realizada pela Secretaria de Educação e Desporto de Roraima. A investigação faz parte da Operação Raubritter, que apura possíveis irregularidades na contratação de materiais de limpeza e higiene destinados às escolas estaduais indígenas.

De acordo com a investigação, quatro pessoas são apontadas como os principais articuladores do suposto esquema: o ex-secretário de Educação Raimundo Nonato Carneiro; o político e empresário Masamy Eda; Dagoberto Kunzler Machado Junior, responsável pelo setor de logística da secretaria; e o empresário Hemyson Eda Rodrigues, primo de Masamy.

As suspeitas envolvem a condução do processo licitatório e uma possível combinação entre os envolvidos. O caso ainda está em fase de investigação, e o indiciamento não significa condenação.

As defesas dos investigados negam as acusações.

Os advogados de Masamy Eda afirmaram que o indiciamento não comprova culpa e disseram que a inocência do político será demonstrada na Justiça. A defesa também informou que não vai comentar detalhes da investigação neste momento.

Já a defesa de Dagoberto Kunzler Machado Junior declarou que ele não praticou nenhuma irregularidade e sempre exerceu suas funções dentro da legalidade. Os advogados reforçaram que os esclarecimentos serão apresentados durante o andamento do processo.

A defesa de Hemyson Eda Rodrigues também negou a existência de fraude ou prejuízo aos cofres públicos. Segundo os advogados, não houve simulação de concorrência e todos os produtos contratados foram entregues, com a documentação correspondente. A defesa destacou ainda que a empresa atua há 33 anos no mercado e que o empresário colabora com as autoridades desde o início das apurações.

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