“Se meu filho morrer aí dentro, valeu a pena fazer concurso?”: familiares denunciam condições precárias durante rebelião em unidade prisional da PM no Amazonas

A ocorrência segue sendo acompanhada pelas forças de segurança e pela imprensa. Até o momento, as informações sobre as causas e a dimensão exata do episódio ainda estão sendo apuradas.
Redação Imediato Online
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Familiares de policiais militares que estão presos na Unidade Prisional da Polícia Militar do Amazonas (UPPM/AM) relataram, nesta terça-feira (1º), momentos de tensão e preocupação durante a ocorrência de uma possível rebelião registrada na unidade, localizada na região da BR-174, na zona rural de Manaus.

Segundo os familiares ouvidos pela reportagem do Site Imediato, os policiais estariam enfrentando condições consideradas precárias dentro da unidade. Entre as reclamações estão a falta de itens básicos de higiene, problemas relacionados à alimentação e até a ausência de água para visitantes.

Uma das mães afirmou que os familiares não estavam recebendo informações claras das autoridades sobre a situação dos policiais. Ela também questionou as condições enfrentadas pelos detentos, destacando que eles são servidores públicos que ingressaram na corporação por meio de concurso.

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Outro ponto citado pelos familiares seria uma mudança no dia das visitas. Conforme os relatos, as visitas que costumavam ocorrer aos domingos teriam sido transferidas para as sextas-feiras, sem aviso prévio, o que teria contribuído para o descontentamento entre os policiais custodiados.

De acordo com informações, quatro policiais teriam se trancado dentro de uma sala da unidade após um desentendimento com outros policiais que trabalham no local. A medida teria sido tomada, segundo o relato, para preservar a integridade física dos envolvidos.

A situação provocou a mobilização de equipes de segurança. Viaturas da Força Tática, ROCAM, Choque, Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), Grupo Marte, além de ambulâncias e veículos do Corpo de Bombeiros, foram vistas na região.

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Durante a transmissão, também foi registrada a chegada de uma escolta armada e de ônibus que seriam utilizados em uma possível transferência dos policiais para outra unidade. Segundo a reportagem, a transferência teria como objetivo reduzir a tensão e controlar a situação.

O defensor público Maurílio Casas Maia esteve no local e informou que iria acessar a unidade prisional para verificar a situação. Questionado sobre a existência de possíveis reféns, ele afirmou que ainda não tinha essa informação e que buscaria mais detalhes.

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Enquanto aguardavam informações, familiares permaneceram do lado de fora do complexo, apreensivos com a situação dos parentes que estavam dentro da unidade.

A ocorrência segue sendo acompanhada pelas forças de segurança e pela imprensa. Até o momento, as informações sobre as causas e a dimensão exata do episódio ainda estão sendo apuradas.

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