Uma testemunha da tentativa de homicídio contra o professor Vinícius, de 23 anos, prestou depoimento nesta segunda-feira (31) na Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais (DEAAI), em Manaus. Alan Marques foi uma das pessoas que ajudaram a socorrer o jovem após ele ser atacado no dia 26 de agosto.
Segundo Alan, ele estava passando de carro pelo local acompanhado da esposa quando ouviu gritos e percebeu que um homem estava atacando Vinícius. Ao se aproximar, viu o momento em que o agressor desferia os últimos golpes contra a vítima.
Assustado com a situação, Alan parou o veículo e entrou no estabelecimento para tentar ajudar. Inicialmente, ele conta que teve receio de que houvesse outro agressor no local, mas encontrou Vinícius bastante debilitado e pedindo socorro.
“Por favor, me ajuda. Eu vou morrer. Ele vai me matar. Não deixa mais ele entrar aqui”, teria dito o professor, segundo o relato da testemunha.
Alan então buscou ajuda de um vizinho, que é dentista, e os dois passaram a prestar os primeiros cuidados à vítima enquanto aguardavam atendimento.
De acordo com a testemunha, Vinícius estava ajoelhado, muito atordoado e havia perdido bastante sangue. Alan teria orientado o jovem a permanecer calmo e evitar movimentos para não agravar a situação.
Agressor teria retornado acompanhado do pai
Ainda conforme o depoimento, cerca de oito a dez minutos depois de deixar o local, o agressor teria retornado acompanhado do próprio pai. Alan afirmou que ficou com medo ao perceber a aproximação dos dois, principalmente porque não sabia se estavam armados.
A testemunha contou que o agressor teria apontado para Vinícius e feito comentários em tom de deboche, afirmando que mostraria ao pai o que havia feito.
Segundo Alan, o jovem ainda teria ameaçado novamente a vítima e rido da situação.
A testemunha também afirmou ter presenciado o momento em que o pai do agressor deixou o estabelecimento sem prestar socorro ao professor. De acordo com o relato, o homem teria puxado o filho pela camisa e saído do local.
Alan disse que ficou especialmente indignado com a situação por também ser pai. Ele afirmou que, diante de uma vítima tão jovem e ferida, esperava que o pai do agressor tivesse tentado ajudá-la.
“Se tivesse mais um momento com a vítima, teria matado”, afirma testemunha
Durante o depoimento, Alan declarou acreditar que a intervenção de outras pessoas foi fundamental para impedir que a situação tivesse um desfecho ainda mais grave.
“Eu só sei que, se ele tivesse mais um momento com a vítima, eu acho que ele teria matado”, afirmou.
O professor Vinícius sobreviveu ao ataque e recebeu atendimento após ser encontrado ferido. O caso segue sob investigação das autoridades, que devem ouvir outras testemunhas e reunir elementos para esclarecer as circunstâncias da tentativa de homicídio.