A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Icoaraci, em Belém, registrou superlotação nesta segunda-feira (10). Pacientes que procuraram atendimento ao longo do dia relataram demora, poucos médicos e longa espera dentro da unidade.
A equipe do Imediato esteve no local durante a tarde e conversou com pacientes que aguardavam atendimento ou haviam acabado de ser atendidos.
Um deles foi Matheus Cardoso, que chegou à UPA por volta das 9h. Segundo ele, desde a chegada já havia muitas pessoas aguardando atendimento. O paciente afirmou que havia médicos na unidade, mas que o número de profissionais era insuficiente para atender à demanda e que não havia especialistas disponíveis.
Matheus contou que só conseguiu ser atendido por volta das 17h10, após cerca de oito horas de espera. Segundo ele, mesmo depois do atendimento, ainda precisava receber orientações e medicação para continuar o tratamento em casa.
“Cheguei por volta das 9h e já estava cheio. Tinha médicos, mas eram poucos para a quantidade de pessoas”, relatou.
Outra paciente, Maria Estella Coelho Costa, contou que já havia procurado a unidade no sábado (8), mas encontrou a UPA lotada e não conseguiu atendimento. Nesta segunda-feira, ela retornou ao local e disse que a situação permanecia semelhante.
Maria Estella afirmou que chegou por volta das 14h e, até o momento da entrevista, ainda aguardava atendimento, com a expectativa de permanecer na unidade até a noite.
A paciente Ana Gomes também relatou demora. Ela chegou à UPA por volta das 13h e afirmou que permaneceu aguardando por aproximadamente três horas. Segundo ela, foi atendida por volta das 16h, mas não chegou a ser examinada antes de ser liberada.
Durante a permanência da equipe do Imediato na unidade, outros pacientes também aguardavam atendimento.
Prefeitura foi procurada
O Imediato procurou a Prefeitura de Belém para esclarecer a situação na UPA de Icoaraci, incluindo o número de profissionais disponíveis nesta segunda-feira, a quantidade de pacientes atendidos e os motivos para a demora no atendimento.
Até a publicação desta matéria, a Prefeitura não havia enviado resposta. O espaço permanece aberto para manifestação.