Um entregador por aplicativo relatou ter sido agredido por um cliente durante uma entrega na noite de sábado (1º), em um condomínio localizado na Rodovia Mário Covas, no bairro Coqueiro, em Ananindeua. Segundo o trabalhador, ele sofreu um corte no braço após ser atingido por uma garrafa de vidro.
De acordo com o relato da vítima, divulgado em um vídeo nas redes sociais e compartilhado por páginas que acompanham a categoria, a confusão começou após o cliente exigir que o entregador subisse até o segundo andar do imóvel para entregar o pedido.
O trabalhador disse que explicou que não poderia realizar a entrega dessa forma, seguindo as orientações das plataformas de entrega, que recomendam que o cliente receba o pedido no ponto de encontro combinado, como a portaria ou a entrada da residência.
Ainda segundo o entregador, a filha de quem fez o pedido desceu para buscar a encomenda. Logo depois, o cliente desceu, passou a ofendê-lo, chamando-o de “preguiçoso”, e arremessou uma garrafa de vidro do tipo long neck, que atingiu o cotovelo do trabalhador e causou um ferimento.
Após isso, ainda de acordo com o entregador, um segundo homem desceu e lançou outra garrafa em sua direção. O objeto atingiu a região da nuca, mas o impacto foi amortecido pelo capacete que o entregador usava no momento.
O trabalhador acionou colegas da categoria para acompanharem o caso.
Desdobramentos
Após a repercussão, vídeos divulgados nas redes sociais mostram um grupo de cerca de sete motociclistas indo até o residencial durante a madrugada deste domingo (2), em apoio ao entregador.
Imagens de câmeras de segurança mostram parte do grupo tentando forçar a entrada pelo portão principal do condomínio. Em um dos registros, um homem aparece usando um pedaço de madeira para tentar arrombar o acesso. Os vídeos também mostram objetos semelhantes a artefatos explosivos sendo arremessados no local.
Não há informações sobre feridos durante a ação ou sobre a identificação dos envolvidos.
A Polícia Civil foi procurada para informar se houve registro da ocorrência, se os suspeitos foram identificados e quais providências serão tomadas, mas não respondeu até a publicação.