Professor de jiu-jítsu perde cargo na Câmara de Manaus após agredir adolescente com autismo

Servidor comissionado foi desligado do gabinete do vereador Coronel Rosses após vídeo da agressão repercutir nas redes sociais
Redação Imediato Online
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O professor de jiu-jítsu Ângelo Márcio Bezerra Carioca foi exonerado do cargo de assessor parlamentar da Câmara Municipal de Manaus (CMM) após a divulgação de um vídeo que o mostra agredindo um adolescente com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O caso aconteceu na última terça-feira (29), no Conjunto Ajuricaba, bairro Alvorada, zona Centro-Oeste da capital.

As imagens, registradas por uma câmera de segurança e compartilhadas nas redes sociais, mostram o momento em que o professor desfere socos e tapas contra o adolescente durante uma discussão em via pública. A gravação gerou ampla repercussão e provocou manifestações de indignação.

Exoneração foi confirmada pelo vereador
A exoneração foi confirmada pelo vereador Coronel Rosses (PL), em cujo gabinete Ângelo Carioca atuava como assessor parlamentar.

Em nota oficial, o parlamentar informou que determinou o desligamento do servidor logo após tomar conhecimento das imagens.

“O Coronel Rosses reforça que não compactua com nenhum tipo de violência e coloca-se à disposição para a apuração rigorosa dos fatos pelos órgãos competentes”, informou a nota.

Professor admitiu a agressão
Após a repercussão do caso, Ângelo Carioca publicou um vídeo em suas redes sociais reconhecendo que agrediu o adolescente.

Segundo o professor, a atitude ocorreu porque ele tentava proteger um cachorro que, de acordo com sua versão, estaria sendo maltratado pelo jovem.

“Foi para defender um animal indefeso e isso veio do meu coração. Eu ajudo as pessoas de coração e aquilo mexeu com minha emoção, pois o garoto queria matar o animal e eu não queria que isso acontecesse”, declarou.

Caso segue sob investigação
As circunstâncias da agressão continuam sendo apuradas pelas autoridades competentes, que irão analisar as imagens, ouvir os envolvidos e investigar a versão apresentada pelo professor.

A apuração também deverá definir eventual responsabilização criminal pelos fatos.

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