O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) apresentou à Justiça denúncia contra 13 investigados por suposta participação em uma organização criminosa com atuação nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco. A acusação é resultado das investigações conduzidas durante a Operação Alvorada, coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
De acordo com a investigação, o grupo possuía estrutura organizada e divisão de funções entre os integrantes. Os denunciados são apontados como responsáveis por diferentes atividades dentro da organização, incluindo o tráfico de drogas, arrecadação de recursos para a facção, controle de áreas dominadas e coordenação de outros integrantes.
As apurações tiveram como base análises de aparelhos celulares apreendidos durante a operação, além de outros elementos reunidos ao longo da investigação. Segundo o Ministério Público, parte dos investigados ocupava posições de liderança dentro da estrutura criminosa.
Na denúncia encaminhada ao Judiciário, o MPAC também solicitou o reconhecimento de circunstâncias que podem aumentar as penas dos acusados. Entre elas estão o suposto uso de armas de fogo nas atividades da organização, a participação de adolescentes e a ligação com outras organizações criminosas.
Além da condenação dos investigados, o Ministério Público pediu a perda dos bens apreendidos durante a operação, a fixação de indenização pelos danos causados e a manutenção da prisão preventiva dos investigados que permanecem presos. Conforme o órgão, a medida é necessária para garantir o andamento do processo e evitar novos crimes ou interferências na investigação.
A denúncia será analisada pela Justiça, que decidirá sobre o recebimento da ação penal. Caso seja aceita, os acusados passarão à condição de réus e responderão ao processo, assegurados o direito ao contraditório e à ampla defesa.