O celular, um dos principais objetos de uso diário da população, também se tornou um dos alvos mais frequentes de criminosos no Brasil. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública revelam que a Região Norte concentra três capitais entre as dez com os maiores índices de roubos e furtos de aparelhos no país, incluindo Manaus.
O levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública aponta que o Brasil registrou 830.890 celulares roubados ou furtados no período analisado, o equivalente a uma média de 95 aparelhos retirados de vítimas a cada hora.
Ao todo, foram contabilizadas 792.284 ocorrências de roubo e furto de celular, com uma taxa de 371,2 casos para cada 100 mil habitantes. Apesar do número elevado, houve uma redução de 7,7% em relação ao ano anterior, quando o país registrou 855.113 ocorrências.
A diferença entre a quantidade de ocorrências e o total de aparelhos levados acontece porque um único registro policial pode envolver mais de um celular.
Manaus aparece entre capitais com maior incidência
Entre as capitais brasileiras, Manaus aparece em destaque no ranking das cidades com maior proporção de roubos e furtos de celulares. O cenário coloca a capital amazonense entre os locais onde moradores enfrentam maior risco de perder o aparelho em ações criminosas.
Além de Manaus, outras duas capitais da Região Norte também aparecem entre as dez com maiores taxas registradas: Belém, no Pará, e Porto Velho, em Rondônia.
O levantamento mostra que os crimes envolvendo celulares estão concentrados principalmente em áreas urbanas com grande circulação de pessoas, como ruas movimentadas, regiões comerciais, pontos de transporte coletivo e locais de concentração de pedestres.
Roubos apresentam queda, mas continuam preocupando
Apesar da quantidade expressiva de aparelhos subtraídos, o estudo aponta uma redução específica nos casos classificados como roubo.
Em 2025, foram registrados 308.723 roubos de celulares, contra 377.787 no ano anterior, representando uma queda de 18,6%.
Mesmo com a redução, especialistas apontam que o crime continua sendo um problema de segurança pública devido ao impacto financeiro e aos riscos relacionados aos dados pessoais armazenados nos aparelhos.
Celulares roubados alimentam mercado ilegal
Além do prejuízo causado às vítimas, os celulares roubados ou furtados podem alimentar uma cadeia ilegal de comercialização, envolvendo receptação, desbloqueio irregular e utilização de informações pessoais.
Com aplicativos bancários, documentos digitais, fotos e dados particulares armazenados nos aparelhos, o roubo de celular deixou de representar apenas a perda de um equipamento e passou a envolver também riscos à segurança digital dos usuários.
Medidas de prevenção
Especialistas recomendam que usuários mantenham recursos de segurança ativados nos aparelhos, como bloqueio por senha, autenticação em duas etapas e ferramentas de localização.
Em caso de roubo ou furto, a orientação é registrar um boletim de ocorrência, bloquear o aparelho junto à operadora e alterar senhas de aplicativos importantes, principalmente bancos e redes sociais.
O Anuário Brasileiro de Segurança Pública reforça que o enfrentamento ao problema depende da atuação integrada das forças de segurança, do rastreamento de aparelhos e do combate às redes de receptação.
