A Associação dos Pecuaristas de Rondônia (APRON) aderiu a um movimento nacional formado por entidades representativas da pecuária brasileira contra mudança nas regras sobre uso de antimicrobianos na produção animal.
O posicionamento foi motivado pela possibilidade de que exigências da União Europeia sejam incorporadas à regulamentação brasileira e passem a valer para toda a produção nacional, inclusive para produtores que atuam apenas no mercado interno ou exportam para países com regras diferentes.
Para as entidades, o debate envolve a competitividade da pecuária brasileira e a necessidade de que mudanças na legislação sejam fundamentadas em critérios técnicos e científicos.
“O Brasil possui um sistema de defesa agropecuária reconhecido internacionalmente. Rondônia é um dos principais estados produtores de carne do país e precisa participar dessa discussão. Somos favoráveis ao uso responsável dos antimicrobianos, dentro dos critérios técnicos definidos pelas autoridades sanitárias brasileiras. Defendemos o uso responsável dos antimicrobianos, conforme as normas das autoridades sanitárias brasileiras. O que entendemos é que exigências comerciais específicas devem ser cumpridas por quem exporta para esses mercados, sem se tornarem uma obrigação para toda a pecuária nacional”, afirma o presidente da APRON, Adélio Barofaldi.
As entidades ressaltam que os antimicrobianos autorizados pelos órgãos competentes são ferramentas importantes para a saúde e o bem-estar animal, além de contribuírem para a eficiência produtiva. Também defendem que o Brasil continue ampliando sua participação no mercado internacional, atendendo às exigências dos países importadores quando houver interesse comercial, sem que essas regras sejam automaticamente incorporadas à legislação brasileira.
Além da APRON, o movimento reúne entidades como ACRIMAT, FAMATO, ACRISSUL, UNAPEC, Sociedade Rural Brasileira (SRB), ASSOCON, ACRIPARÁ, ABEG, ABCZ, ACNB, ACNMT, Grupo Pecuária Brasil (GPB) e Mesa Brasileira de Pecuária Sustentável (MBPS).