Pais denunciam infestação de pombos em escola de Manaus e cobram interdição após suspeita de morte de professora por histoplasmose

Até a publicação desta matéria, a Prefeitura de Manaus e a Semed ainda não haviam divulgado posicionamento oficial sobre as denúncias apresentadas pelos pais
Redação Imediato Online
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Pais e responsáveis por alunos de uma escola municipal localizada na Avenida Peixe e Cavalo, no bairro União da Vitória, zona Oeste de Manaus, realizaram um protesto para denunciar as condições da unidade de ensino. O grupo cobra a interdição imediata da escola após a morte de uma professora, que, segundo familiares da vítima e relatos dos manifestantes, teve a histoplasmose apontada no laudo médico como causa do óbito.

Durante a manifestação, os pais afirmaram que a escola enfrenta há anos problemas estruturais e de manutenção, além de uma grande infestação de pombos. Segundo eles, a presença constante das aves, bem como o acúmulo de fezes em salas, telhados, caixas d’água e aparelhos de ar-condicionado, representa um risco à saúde de alunos, professores e demais servidores.

Michel Guerra, pai de uma estudante da unidade, afirmou que a preocupação aumentou após a divulgação do laudo da professora.

“Se realmente uma professora morreu em decorrência dessa doença, não podemos esperar que aconteça o mesmo com uma criança. Queremos que a escola seja interditada até que tudo seja devidamente higienizado e reformado”, declarou.

Segundo os manifestantes, alunos já relataram a presença de pombos mortos dentro da escola e até fezes das aves sendo lançadas para o interior das salas quando os aparelhos de ar-condicionado eram ligados.

Além da infestação, os pais denunciam diversos problemas na infraestrutura da unidade. Entre as reclamações estão aparelhos de ar-condicionado quebrados, falta frequente de água, bombas danificadas, telas de proteção deterioradas e necessidade constante de manutenção predial.

Outro ponto levantado pelos responsáveis é que, segundo eles, a comunidade escolar realiza rifas para arrecadar dinheiro destinado a pequenos reparos na unidade. De acordo com os relatos, os próprios alunos participariam da venda dos bilhetes para custear despesas como conserto de bombas d’água e manutenção dos aparelhos de climatização.

Uma das mães presentes afirmou que já contribuiu diversas vezes com as campanhas promovidas pela escola.

“Já paguei várias rifas para ajudar nos consertos. Sempre dizem que é para arrumar bomba, ar-condicionado ou outro problema da escola”, relatou.

Os pais informaram que as aulas foram suspensas recentemente e que a escola permanece fechada. Segundo eles, a direção teria informado apenas que seria realizada uma manutenção, sem previsão oficial para o retorno das atividades.

Mesmo com a paralisação, os responsáveis demonstram preocupação com os funcionários que ainda frequentam o local e defendem que uma inspeção sanitária seja realizada antes da reabertura da unidade.

Durante o protesto, uma avó de aluno também manifestou preocupação com a saúde do neto e pediu informações sobre onde é possível realizar exames para detectar possíveis infecções relacionadas à exposição às fezes de pombos.

Ela afirmou que muitas famílias vivem em situação de vulnerabilidade e não possuem condições de custear consultas e exames particulares.

O que é a histoplasmose?
A histoplasmose é uma infecção causada pelo fungo Histoplasma capsulatum, encontrado principalmente em locais contaminados por fezes de aves e morcegos. A transmissão ocorre pela inalação dos esporos do fungo presentes no ambiente, especialmente durante limpezas ou movimentação de materiais contaminados. A doença não é transmitida de pessoa para pessoa.

Embora familiares da professora e os manifestantes afirmem que o laudo médico apontou histoplasmose, ainda não há confirmação oficial das autoridades sanitárias de que a infecção tenha sido adquirida nas dependências da escola. A relação entre o óbito e as condições da unidade depende de investigação epidemiológica e de posicionamento dos órgãos competentes.

Os manifestantes pedem que a Prefeitura de Manaus e a Secretaria Municipal de Educação (Semed) realizem uma vistoria urgente na escola, promovam a retirada dos pombos, façam a higienização completa do prédio e executem as reformas estruturais necessárias antes da retomada das aulas.

Até a publicação desta matéria, a Prefeitura de Manaus e a Semed ainda não haviam divulgado posicionamento oficial sobre as denúncias apresentadas pelos pais nem sobre a suposta relação entre a morte da professora e as condições da unidade escolar.

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