Bombeiros encerram buscas por cinco desaparecidos após naufrágio no Encontro das Águas

Corpo de Bombeiros do Amazonas encerra as buscas pelos cinco desaparecidos no naufrágio da lancha Lima de Abreu XV, ocorrido em fevereiro no Encontro das Águas, em Manaus.
Redação Imediato Online
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O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) encerrou as buscas pelos cinco passageiros que permanecem desaparecidos após o naufrágio da lancha Lima de Abreu XV, ocorrido no dia 13 de fevereiro, no Encontro das Águas, em Manaus. A decisão foi tomada quase cinco meses após a tragédia, depois que a corporação considerou esgotadas todas as técnicas de varredura utilizadas na região.

Segundo os bombeiros, a operação poderá ser retomada caso novas informações ou evidências indiquem a possível localização das vítimas.

O acidente deixou três pessoas mortas e outras 71 foram resgatadas com vida. Os cinco desaparecidos pertencem à mesma família. São eles: Raimundo Francisco de Assis, Maria Goreth de Assis, Aline de Assis, Luziane de Assis e o filho dela, Calebe de Assis.

As buscas mobilizaram equipes diariamente durante mais de um mês. Em seguida, as operações passaram a ocorrer duas vezes por semana até o fim de junho. Durante o trabalho, os militares utilizaram sonares e drones para mapear o leito do rio e identificar possíveis vestígios das vítimas.

Com o encerramento da operação, os familiares aguardam a emissão da certidão de sinistro para dar início ao processo judicial de reconhecimento de morte presumida dos desaparecidos. O procedimento é previsto para casos em que há desaparecimento em circunstâncias que indiquem risco concreto de morte e permite a regularização de questões civis e documentais.

A lancha Lima de Abreu XV havia saído de Manaus com destino ao município de Nova Olinda do Norte quando afundou na região do Encontro das Águas, onde os rios Negro e Solimões se encontram. O local é conhecido pela forte correnteza e pela formação de ondas, fatores que exigem atenção durante a navegação.

Relatos de sobreviventes apontam que o condutor da embarcação teria sido alertado sobre a velocidade diante das condições do rio antes do acidente. As circunstâncias do naufrágio ainda são investigadas.

A tragédia teve repercussão nacional após o resgate de um recém-nascido de apenas cinco dias de vida. Durante o acidente, familiares conseguiram manter o bebê protegido dentro de uma caixa térmica que permaneceu flutuando até a chegada das equipes de resgate.

A Marinha do Brasil continua apurando as causas do naufrágio e as possíveis responsabilidades pelo acidente. A investigação analisa as condições da embarcação e as circunstâncias da navegação no momento da ocorrência. Até a conclusão do inquérito, não há definição oficial sobre as responsabilidades pelo caso.

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