Funcionários denunciam cartório após demissão de 36 colaboradores e suposto assédio moral

Funcionários do 6º Ofício de Registro de Imóveis protestaram após demissão coletiva e denunciaram suposto assédio moral, atrasos salariais e falta de transparência na gestão.
Redação Imediato Online
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Funcionários do 6º Ofício de Registro de Imóveis de Manaus realizaram um protesto na manhã desta quarta-feira (17), na Avenida Djalma Batista, após uma demissão coletiva que, segundo eles, atingiu cerca de 36 trabalhadores.

Os ex-funcionários afirmam que foram surpreendidos ao chegar para trabalhar e teriam sido impedidos de acessar as dependências do cartório. De acordo com os relatos, a comunicação sobre o desligamento ocorreu de forma verbal e sem apresentação imediata da documentação referente às rescisões.

A manifestação ocorreu em frente ao edifício onde funciona o cartório e reuniu dezenas de trabalhadores que questionam a condução da atual intervenção administrativa instaurada há cerca de dois meses.

Segundo os funcionários ouvidos pela reportagem, a mudança na gestão teria sido acompanhada por alterações internas que, na visão deles, provocaram um ambiente de instabilidade. Eles também alegam atrasos salariais, falta de transparência administrativa e episódios que classificam como assédio moral.

Uma das funcionárias relatou que desenvolveu problemas de ansiedade durante o período da intervenção e afirmou estar em acompanhamento médico. Outros trabalhadores também disseram que colegas precisaram se afastar por questões relacionadas à saúde mental.

Além disso, os manifestantes alegam que policiais permaneceram nas dependências do cartório durante parte do período de intervenção. Segundo os relatos, a presença dos agentes teria causado constrangimento entre os funcionários. As declarações, entretanto, representam a versão dos trabalhadores e ainda dependem de apuração oficial.

Outra reclamação apresentada pelos empregados envolve a suposta troca de senhas, fechaduras e restrições de acesso ao ambiente de trabalho após a mudança de gestão.

Os trabalhadores também afirmam que não receberam explicações detalhadas sobre os motivos das demissões e cobram esclarecimentos da Corregedoria-Geral de Justiça e dos órgãos fiscalizadores.

Diante da situação, os funcionários informaram que pretendem buscar apoio jurídico e solicitar a atuação do Ministério Público do Trabalho para apurar as circunstâncias da demissão coletiva e das denúncias apresentadas.

A reportagem procurou a interventora citada pelos trabalhadores e os órgãos responsáveis para obter posicionamento sobre as acusações. O espaço permanece aberto para manifestação.

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