A Polícia Civil do Amazonas prendeu Gabriel, de 33 anos, acusado de assassinar o próprio pai, o policial militar da reserva José Moura Maciel, de 60 anos, em um crime considerado brutal pelas autoridades. O caso ocorreu em setembro de 2019, mas voltou a ganhar repercussão após a divulgação de detalhes da investigação e da confissão do suspeito.
Segundo a polícia, Gabriel era usuário de entorpecentes há vários anos e teria cometido o crime para vender as armas de fogo que pertenciam ao pai no mercado clandestino, com o objetivo de sustentar o vício em drogas.
De acordo com os investigadores, José Moura era a única pessoa da família que ainda mantinha contato e ajudava o filho. Mesmo diante da dependência química, o policial militar da reserva continuava levando alimentos, oferecendo apoio financeiro e tentando ajudá-lo.
“No dia do crime, Gabriel resolveu assassinar o próprio pai por conta das armas de fogo que ele possuía. A intenção era vender as armas e trocar por drogas”, relatou a autoridade policial durante coletiva de imprensa.
O corpo da vítima foi encontrado enterrado de cabeça para baixo dentro de uma cisterna, enrolado em uma rede. A localização do cadáver exigiu um longo trabalho das forças de segurança. Segundo a polícia, a ocorrência começou por volta das 7h da manhã e o corpo só foi encontrado às 17h, em uma área cheia de entulhos.
Equipes da Polícia Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros participaram das buscas. As autoridades classificaram a operação como “hercúlea” devido às dificuldades encontradas no local.
Gabriel foi preso em flagrante e confessou o assassinato com riqueza de detalhes. Ainda conforme a polícia, ele relatou que estava sob forte efeito de entorpecentes no momento do crime, o que dificultou lembrar alguns detalhes da execução.
Após passar por audiência de custódia, a Justiça converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva. O acusado permanece à disposição do Poder Judiciário.
Durante o pronunciamento, a polícia também prestou solidariedade à família da vítima e aos colegas de farda do policial militar da reserva. O caso gerou forte comoção pela violência empregada e pela relação entre autor e vítima.
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