A morte da brasileira Krisley Poliana após realizar cirurgias estéticas na Bolívia acendeu um alerta sobre os riscos de procedimentos realizados fora do país.
Segundo informações, uma lesão intestinal durante o procedimento desencadeou uma série de complicações graves. A laceração evoluiu para peritonite e, em seguida, para sepse, quadro que rapidamente se agravou.

A paciente evoluiu para choque séptico, condição crítica caracterizada pela queda acentuada da pressão arterial e incapacidade do organismo de controlar a infecção.
Antes do óbito, Krisley apresentou ainda coagulação intravascular disseminada, levando à falência múltipla dos órgãos.
Ela havia viajado ao país vizinho para realizar uma combinação de procedimentos estéticos, incluindo mamoplastia, abdominoplastia e lipoaspiração. As cirurgias foram conduzidas pelo médico Dr. Rembert Lijeron.
De acordo com familiares, a paciente passou a sentir dores abdominais intensas logo após a cirurgia. O quadro clínico se agravou nos dias seguintes, culminando na morte.
O caso reacende o debate sobre os riscos envolvidos em cirurgias realizadas no exterior, especialmente quanto à estrutura hospitalar e à capacidade de resposta rápida diante de complicações no pós-operatório.
Especialistas reforçam a importância de avaliar critérios de segurança, qualificação profissional e suporte médico antes de se submeter a qualquer procedimento.