Bruno Mafra, membro da banda Bruno e Trio, foi condenado, na última quinta-feira (26) a prisão em regime inicial fechado por abusar sexualmente as próprias filhas.
A decisão foi confirmada em segunda instância pelo Tribunal de Justiça do Pará, que rejeitou recurso apresentado pela defesa e manteve a pena superior a 30 anos de prisão em regime inicial fechado.
As denúncias foram registradas em 2019, mas os crimes teriam ocorrido anos antes, entre 2007 e 2011, em Belém, quando as vítimas tinham entre 5 e 9 anos. Os abusos aconteceram de forma repetida e em diferentes locais, como a residência da família e veículos. Segundo a acusação, Bruno usou o contexto de confiança e autoridade familiar para manipular psicologicamente as filhas a não contarem sobre o crime.
Na sexta-feira (31), cantor publicou, em suas redes sociais, uma nota de esclarecimento sobre a condenação. No comunicado, ele afirma ser inocente das acusações e declarou que irá colaborar integralmente para o completo esclarecimento dos fatos.
Ainda no mesmo dia, Melissa Apprigio, um das filhas de Bruno, quebrou o silêncio e em seu pronunciamento afirmou: “Eu sempre digo que, apesar de eu ter sido vítima, eu sou combativa. Eu lutei, e foram sete anos de luta para que a gente tivesse uma resposta”.
Melissa ainda declara que decidiu se posicionar publicamente para alertar pessoas que sofreram abusos na infância, destacando que ainda é possível denunciar os crimes mesmo na fase adulta.