A Justiça do Amazonas decretou, nesta segunda-feira (9), a prisão preventiva do motorista José Sidney Mendes de Paula Sousa, suspeito de atropelar a paratleta Marleide Sales da Silva, de 52 anos, durante uma corrida de rua realizada no domingo (8), em Manaus.
A decisão foi tomada após audiência de custódia no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), que determinou a conversão da prisão em flagrante para preventiva, conforme prevê o Código de Processo Penal.
O atropelamento ocorreu no cruzamento das avenidas João Valério e Maceió, no bairro Adrianópolis, zona centro-sul da capital amazonense. A corrida fazia parte de uma programação em homenagem ao Dia Internacional da Mulher.
Segundo testemunhas, o motorista teria invadido a área destinada à competição mesmo com a via bloqueada e com a orientação de agentes de trânsito que atuavam na organização do evento.
Marleide participava da prova quando foi atingida pelo veículo. Em relato à imprensa, a paratleta afirmou que foi surpreendida pelo impacto vindo por trás enquanto competia. Após a colisão, ela perdeu a consciência e só recobrou os sentidos já dentro da ambulância que prestava atendimento.
Com a força da batida, a atleta sofreu fraturas nas duas clavículas e apresentou outros ferimentos pelo corpo. A cadeira utilizada por ela durante a competição ficou completamente destruída.
A vítima foi socorrida e encaminhada ao Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, onde recebeu atendimento médico. Posteriormente, recebeu alta hospitalar e continuará o processo de recuperação em casa.
Segundo a paratleta, as fraturas nas clavículas devem dificultar diversas atividades do cotidiano, já que ela utiliza os braços para grande parte das tarefas diárias, como se alimentar e se locomover.
O motorista foi detido logo após o acidente e permaneceu sob custódia até a audiência realizada nesta segunda-feira. Com a decisão judicial, ele seguirá preso preventivamente enquanto o caso continua sendo investigado.
A defesa do suspeito acompanhou os procedimentos na delegacia no dia do acidente, mas não se manifestou publicamente sobre o caso até o momento.
