MANAUS-AM | Um protesto realizado por familiares e amigos de Cibelle Félix interditou um trecho da Avenida Noel Nutels, no bairro Cidade Nova, zona norte de Manaus, na noite desta segunda-feira (16). A manifestação aconteceu em frente à igreja onde ocorria o velório da jovem, de 20 anos, que morreu após ser atropelada na madrugada do último domingo, no bairro Petrópolis, zona sul da capital.
Com cartazes e palavras de ordem, os manifestantes pediram justiça e cobraram celeridade nas investigações. O ato causou lentidão no trânsito e foi marcado por momentos de forte comoção, principalmente por parte da mãe da vítima, que concedeu entrevista durante o velório.

Abalada, a mãe de Cibelle afirmou que a filha foi vítima de um atropelamento violento e que o responsável ainda não foi preso. Segundo ela, a família busca respostas claras sobre o que aconteceu naquela madrugada.
A tragédia reacende uma dor recente na vida da família. De acordo com a mãe, há três anos ela também perdeu um filho. Agora, enfrenta o luto pela morte da filha mais nova. “É uma dor que não tem como explicar”, relatou.
Amigos da jovem também participaram do protesto. Eles destacaram que Cibelle era bastante conhecida no bairro, praticava futebol com frequência e era considerada uma pessoa alegre, trabalhadora e querida por todos.

De acordo com relatos de familiares e pessoas que estavam com Cibelle na noite do ocorrido, há pelo menos duas versões sobre o atropelamento.
Uma delas aponta que a jovem estava em uma adega no bairro Petrópolis e teria tentado intervir em uma briga, momento em que foi atingida por um veículo cujo motorista fugiu sem prestar socorro.
Outra versão indica que Cibelle estaria atravessando a rua, possivelmente após ter ingerido bebida alcoólica, quando foi atropelada. O condutor também teria deixado o local sem oferecer assistência.
A companheira da vítima, que afirmou estar com ela naquela madrugada, disse que ambas haviam saído para beber e que não presenciou exatamente o momento do atropelamento. Ela informou que prestou depoimento à polícia e negou qualquer envolvimento ou omissão, reforçando que também quer esclarecimentos sobre o caso.
Cibelle chegou a ser socorrida e encaminhada a uma unidade hospitalar, mas não resistiu aos ferimentos.
O caso está sob investigação da Polícia Civil do Amazonas, que deve analisar imagens de câmeras de segurança da área onde o atropelamento ocorreu. Segundo familiares, há registro da placa do veículo envolvido, mas a consulta inicial apontaria que o automóvel não estaria registrado em nome da pessoa que conduzia o carro no momento do fato.
A polícia ainda não divulgou detalhes oficiais sobre suspeitos ou eventuais indiciamentos.
Durante o protesto, amigos e parentes reforçaram o pedido para que testemunhas procurem as autoridades e colaborem com as investigações. Eles também utilizam as redes sociais para divulgar informações e pressionar por respostas.
“Não estamos acusando ninguém, queremos a verdade”, disse uma das amigas presentes na manifestação.
A interdição da avenida foi encerrada após algumas horas, mas a família afirmou que continuará mobilizada até que o caso seja totalmente esclarecido e o responsável, identificado e responsabilizado.