MANAUS-AM | O rompimento de uma tubulação na rua Bicuíba, no bairro Novo Aleixo, zona norte de Manaus, deixou moradores da região sem abastecimento de água por pelo menos três dias, gerando indignação, transtornos e denúncias de abandono por parte da concessionária responsável e do poder público.
O vazamento ocorreu em um trecho da via considerado estratégico para o bairro e provocou não apenas a perda constante de água, mas também a interrupção total do fornecimento para dezenas de residências. Mesmo após repetidas solicitações feitas pelos moradores, a situação permaneceu sem solução ao longo de toda a tarde e noite, apesar da presença pontual de equipes técnicas no local.

De acordo com relatos da comunidade, funcionários chegaram a iniciar o serviço, mas a maioria deixou o local antes da conclusão dos reparos. Apenas um trabalhador permaneceu aguardando novas orientações, o que aumentou a revolta dos moradores. Segundo informações repassadas informalmente no local, a equipe aguardava a chegada de um grupo noturno para dar continuidade ao serviço, porém sem previsão concreta de conclusão.
A falta de água tem afetado diretamente a rotina das famílias, especialmente aquelas com crianças pequenas, bebês, idosos e pessoas acamadas. Sem acesso à água encanada, muitos moradores estão sendo obrigados a buscar água em casas de parentes ou vizinhos que possuem poços artesianos, utilizando baldes e recipientes improvisados.
“Quando a conta chega, vem cara e não pode atrasar, senão corta. Mas quando a gente precisa, ninguém resolve”, reclamou um morador que vive há mais de três décadas na região e afirma que os problemas na rede de abastecimento são frequentes.

Além da crise no fornecimento de água, a população também denuncia problemas estruturais antigos na via. Um bueiro sem tampa, localizado em uma das principais ruas do bairro, representa risco constante para pedestres e motoristas. Moradores afirmam que crianças já caíram no local e que acidentes envolvendo motocicletas e carros são recorrentes. Segundo eles, pedidos de reparo foram feitos há meses, mas nenhuma providência efetiva foi tomada até o momento.
“A rua é movimentada, tem muitas crianças brincando. Esse buraco é um perigo. Parece que só vão agir quando acontecer algo mais grave”, relatou outro morador.

A situação evidencia não apenas a precariedade da infraestrutura urbana, mas também a falta de fiscalização e acompanhamento por parte dos órgãos competentes. Para os moradores, o problema vai além de um simples rompimento pontual: trata-se de uma tubulação antiga, que estoura com frequência e nunca passa por uma substituição definitiva.
Enquanto o serviço não é concluído, a comunidade segue convivendo com o calor, a dificuldade para manter a higiene básica e a insegurança nas vias públicas. Os moradores cobram respostas urgentes da concessionária e da prefeitura, exigindo medidas concretas para evitar que episódios como este se repitam.
Fotos: Tarcísio Heden / Imediato