Veja o vídeo: Mãe denuncia falsificação de documentos e pede ajuda para reencontrar filho de 8 anos em Manaus

Mãe denuncia falsificação de documentos e retenção ilegal do filho de 8 anos em Manaus.
Redação Imediato Online
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Uma jovem mãe denunciou um caso grave envolvendo a suposta retenção ilegal de seu filho, de 8 anos, e possível falsificação de documentos, em Manaus. Em entrevista concedida durante transmissão ao vivo, ela fez um apelo público por justiça e ajuda da população para que a criança volte aos seus braços.

Segundo o relato da mãe, identificada como Gabriele, ela engravidou ainda na adolescência e, na época, sem condições financeiras e estruturais para criar o filho sozinha, decidiu — junto com a própria mãe — permitir que a criança ficasse sob os cuidados de Lucélia Zan, pessoa conhecida da família. A autorização, de acordo com Gabriele, era apenas para cuidados temporários, sem transferência de guarda.

A mãe afirma que, mesmo com o filho morando com Lucélia, sempre manteve contato frequente com a criança, acompanhando sua rotina, saúde e educação. A situação, no entanto, teria mudado quando ela passou a ser impedida de ver o filho. Segundo Gabriele, ela está há quase dois anos sem qualquer contato com a criança.

Ainda de acordo com a denunciante, ao tentar recuperar documentos do filho, descobriu indícios de alteração na certidão de nascimento, onde o nome da criança teria sido modificado, incluindo a troca do sobrenome e a inclusão de Lucélia como mãe e do ex-marido dela como pai, o que não corresponderia à filiação biológica.

Durante a entrevista, a mãe apresentou à reportagem a certidão de nascimento original, registrada por ela e pelo pai biológico da criança, e uma cópia do documento que teria sido alterado, obtida, segundo ela, por meio da escola onde o menino estava matriculado. O nome original seria Enzo Gabriel da Silva Moreira, enquanto o documento questionado traz o nome Enzo Gabriel Zan.

A mãe também afirmou que a Justiça já teria concedido decisão favorável para que o filho retornasse ao convívio materno, incluindo a expedição de mandado de busca e apreensão no município de Rio Preto da Eva. Segundo ela, houve pelo menos três tentativas de cumprimento da ordem, inclusive na escola e na residência de Lucélia, mas a criança não foi localizada.

Gabriele relata ainda que Lucélia não teria comparecido a audiências, reuniões no Conselho Tutelar ou encontros com psicólogos determinados no processo, além de não responder às tentativas de contato da Justiça.

Emocionada, a mãe afirmou viver uma dor diária pela ausência do filho. “Não é fácil ficar longe de um filho que a gente gerou e criou. É uma dor que não tem como explicar”, disse.

Ao final, ela fez um apelo à população para que qualquer informação sobre o paradeiro da criança seja comunicada às autoridades, ressaltando que seu objetivo é apenas reencontrar o filho e retomar a convivência familiar.

O caso deverá seguir sendo acompanhado pelos órgãos competentes. Até o momento, não há posicionamento oficial da parte citada na denúncia.

Reportagem: Natália Garcia
Imagens: Pablo Medeiros
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