A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) prendeu, nesta segunda-feira (19), Felipe Júnior, de 37 anos, investigado pelo crime de estupro de vulnerável contra uma criança. A prisão preventiva foi cumprida no bairro Dom Pedro, zona centro-oeste de Manaus, por equipes da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca).
Segundo informações confirmadas pela Polícia Civil, as investigações tiveram início após a mãe da vítima, atualmente com 10 anos, procurar a delegacia ao identificar mensagens de cunho impróprio enviadas pelo investigado à criança. Em depoimento especial, a vítima relatou que os abusos teriam ocorrido quando ela tinha 6 anos, durante um final de semana em que esteve na residência do autor.
Conforme explicou a delegada Mayara Magna, responsável pelo caso, a criança afirmou que, à época, não revelou o ocorrido por medo. Anos depois, o investigado teria retomado contato por meio do telefone, o que levou a mãe a acionar imediatamente a Depca.
Diante dos elementos reunidos, a Polícia Civil solicitou à Justiça a prisão preventiva, que foi deferida. Durante as diligências, também foram cumpridos mandados de busca e apreensão, com recolhimento de aparelhos celulares e dispositivos eletrônicos, que serão submetidos à perícia.
Felipe Júnior responderá por estupro de vulnerável nas modalidades física e virtual e permanecerá à disposição da Justiça.
Desligamento e repúdio das agremiações
Após a confirmação da prisão e da investigação, o Boi-Bumbá Garantido e a Ciranda Rosas de Ouro, de Manaus, divulgaram notas oficiais anunciando o desligamento imediato do ex-animador e apresentador de qualquer atividade ligada às instituições.
Em nota à imprensa, o Boi-Bumbá Garantido, por meio do presidente Fred Góes, informou que Felipe Júnior não mantém qualquer vínculo artístico, funcional ou institucional com a associação. A agremiação destacou que repudia de forma veemente qualquer conduta que viole direitos fundamentais, especialmente aquelas que atentem contra a integridade e a dignidade de crianças e adolescentes.
Confira:
A Associação Folclórica Boi-Bumbá Garantido, por meio de seu presidente, Fred Goes, informa que tomou conhecimento dos fatos envolvendo o ex-animador Felipe Júnior.
Diante do ocorrido, esclarecemos que Felipe Júnior foi imediatamente desligado do quadro de animadores da Associação, não mantendo qualquer vínculo artístico, funcional ou institucional com o Boi-Bumbá Garantido.
Ressaltamos que os fatos estão sendo apurados pelas autoridades competentes e que o acusado responde ao processo na Justiça.
Repudiamos de forma veemente qualquer conduta que viole direitos fundamentais, especialmente aquelas que atentem contra a integridade e a dignidade de crianças e adolescentes.
Reafirmamos que toda criança tem o direito inalienável de viver e se desenvolver em um ambiente seguro, protegido e livre de qualquer forma de violência.
Já a Ciranda Rosas de Ouro, presidida por Marcley Pantoja, classificou a conduta atribuída ao ex-integrante como inadmissível e incompatível com os princípios éticos e morais que regem a atuação do grupo junto à sociedade. A entidade reforçou seu compromisso com a defesa dos direitos humanos, da infância e da juventude, além da promoção de ambientes seguros nas manifestações culturais.
Confira:
O Grupo Folclórico Ciranda Rosas de Ouro vem a público reportar o fato ocorrido hoje com um de seus itens, o apresentador Felipe Jr. Reiteramos que tal conduta é inadmissível e absolutamente incompatível com os princípios éticos e morais que regem a atuação da Ciranda junto a Sociedade.
A Rosas de Ouro reforça seu compromisso com a defesa dos direitos humanos, da infância e da juventude, e com a promoção de ambientes seguros para a prática de atividades folclóricas.
Agradecemos sua atuação como apresentador durante 4 anos, conduzindo com maestria sua função na arena.
Nos solidarizamos com a vítima e seus familiares, e seguimos vigilantes para que casos como este não sejam silenciados ou ignorados.

Ambas as agremiações manifestaram solidariedade à vítima e aos familiares, ressaltando que acompanham o caso e não compactuam com qualquer forma de violência.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Amazonas, e novas informações poderão ser divulgadas conforme o andamento do processo judicial.
Foto: Reprodução