“Sempre foi meu sonho conhecer a Amazônia, agora estou traumatizada”, diz turista feita refém junto com grupo no MUSA

Turistas são surpreendidos por criminosos armados durante visita ao Museu da Amazônia em Manaus.
Redação Imediato Online
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Momentos de terror marcaram a visita de cerca de 20 turistas ao Museu da Amazônia (Musa), na tarde de domingo, em Manaus. O grupo participava de um passeio para acompanhar o pôr do sol na torre de observação quando foi surpreendido por criminosos armados dentro do complexo turístico.

De acordo com o relato de uma das vítimas, Ana Paula, de 37 anos, natural de Porto Alegre (RS), a abordagem ocorreu no momento em que os visitantes se preparavam para deixar o local. Ela contou que, ao sair do banheiro, foi rendida por um homem armado e forçada a retornar ao interior do espaço. Outros turistas que desciam da torre também foram abordados e levados para os banheiros masculino e feminino.

Segundo os turistas, pelo menos cinco suspeitos participaram da ação. O grupo utilizou lacres plásticos para imobilizar os braços das vítimas, fez ameaças e recolheu celulares, documentos, dinheiro e cartões bancários. Durante o assalto, algumas pessoas passaram mal. Uma mulher chegou a desmaiar após entrar em pânico ao lembrar que os filhos estavam sozinhos em casa.

Ainda conforme o relato, os criminosos diziam repetidamente que não queriam nada, mas continuavam recolhendo os pertences. Antes de fugir, eles ordenaram que os turistas permanecessem no local e contassem até um número determinado antes de sair, o que aumentou o clima de medo entre as vítimas.

Após a saída dos assaltantes, funcionários do museu ajudaram a retirar os lacres e prestaram apoio inicial ao grupo. Sem documentos, celulares ou dinheiro, muitos turistas precisaram de ajuda de terceiros para retornar aos hotéis e registrar o boletim de ocorrência, feito com apoio da Polícia do Turismo.

Abalada, Ana Paula afirmou que sempre teve o desejo de conhecer a Amazônia, mas disse que a experiência deixou marcas emocionais. Ela também questionou a falta de segurança no local e relatou que, até o momento, não recebeu um posicionamento oficial da administração do Museu da Amazônia sobre o ocorrido.

O caso gerou revolta entre as vítimas e reacendeu discussões sobre a segurança em pontos turísticos da capital amazonense, especialmente em áreas frequentadas por visitantes de outras regiões do país e do exterior.

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Foto: Reprodução / Imediato

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