Manaus/AM – Moradores do Conjunto Santos Dumont, no bairro da Paz, vivem uma rotina de transtornos causada por um esgoto entupido que, segundo relatos, já persiste há mais de três meses sem solução por parte do poder público. A situação tem provocado alagamentos frequentes, especialmente durante as chuvas, com água retornando para dentro das residências.
De acordo com os moradores, a galeria principal de drenagem está completamente obstruída, assim como as caixas de captação da água da chuva. Com isso, sempre que chove, a água invade casas, causando prejuízos materiais e riscos à saúde. Diante da falta de resposta, alguns moradores afirmam que precisaram quebrar calçadas por conta própria para tentar minimizar os alagamentos e permitir o escoamento da água.
Em entrevista, uma das moradoras relatou que já buscou diversas vezes a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), mas que as equipes comparecem ao local, prometem retornar e não resolvem o problema. Segundo ela, além da ausência de solução, moradores teriam sido ameaçados com processos, sob a alegação de que estariam jogando água de forma irregular na galeria.
“Quando chove, a água volta toda para dentro das casas. A gente paga IPTU, que não é barato, e mesmo assim ninguém resolve. Se não jogar a água na galeria, vai jogar onde?”, questionou um dos moradores.
Outro relato chama atenção pelo impacto social da situação. Uma moradora afirmou que sua casa alaga constantemente, impedindo até mesmo comemorações familiares. “Eu não tive Natal. Está tudo sempre alagado. Tenho idoso e uma pessoa com autismo dentro de casa. Quando chove, parece que vamos precisar de bote para andar dentro de casa”, desabafou.
Segundo a comunidade, o problema já foi comunicado inúmeras vezes à prefeitura, mas as intervenções realizadas até agora não resolveram o entupimento da galeria. “Vieram, quebraram, mas não solucionaram. É só ameaça e sermão”, relatou outro morador.
A equipe de reportagem esteve no local a pedido dos moradores, que afirmam não buscar confronto, mas apenas uma solução definitiva para o problema. Eles reforçam que estão apenas exigindo seus direitos, já que cumprem com suas obrigações, como o pagamento de impostos.
Até o momento, não houve posicionamento oficial da Seminf sobre quando o serviço será efetivamente resolvido. A comunidade segue aguardando uma resposta concreta para encerrar meses de transtornos.