O velório de Juliana da Silva Teixeira, de 23 anos, foi realizado neste sábado (10), em Manaus, sob forte comoção de familiares e amigos. A jovem foi brutalmente assassinada e o caso é investigado pela Polícia Civil como feminicídio. Durante a despedida, familiares pediram justiça e rebateram informações falsas que circularam após o crime.
Em entrevista, a irmã da vítima afirmou que Juliana não era usuária de drogas, como chegou a ser divulgado em algumas publicações. Segundo ela, a jovem era tranquila, querida por todos, quase não saía de casa e tinha diagnóstico de transtorno do espectro autista. A família afirma possuir provas que contestam qualquer vínculo da vítima com drogas e cobra respeito à memória de Juliana.
De acordo com relatos dos familiares, no dia do crime Juliana aceitou um convite para sair e comer uma pizza. Pouco depois, câmeras de vigilância registraram o momento em que a jovem aparece sendo coagida por um homem, ainda não identificado, que a conduz até um terreno. Horas depois, o corpo de Juliana foi encontrado no local, completamente despido e com sinais de extrema violência.
A perícia técnica foi acionada e confirmou que a morte ocorreu de forma violenta, com indícios de crime sexual seguido de homicídio. O caso ganhou grande repercussão em Manaus pela brutalidade e pelas circunstâncias em que ocorreu.
Durante o velório, familiares fizeram um apelo para que moradores da região colaborem com as investigações, liberando imagens de câmeras de segurança que possam ajudar na identificação do suspeito. A Polícia Civil informou que trabalha para localizar o autor do crime e reforçou que denúncias podem ser feitas de forma anônima.
O assassinato de Juliana reacende o alerta para a violência contra mulheres no Amazonas e reforça a cobrança por respostas rápidas das autoridades. A família aguarda a prisão do responsável e pede justiça para que o crime não fique impune.