Uma operação conjunta das polícias civis do Pará e do Amazonas culminou, nesta terça-feira (23), na prisão de um homem de 36 anos investigado por crimes de estupro e violação sexual mediante fraude. O suspeito, que se apresentava como massagista e acupunturista, foi localizado no bairro Tarumã, zona oeste de Manaus, após permanecer 17 dias foragido da Justiça paraense.
As investigações tiveram início em novembro, no município de Itaituba (PA), depois que mulheres procuraram a Polícia Civil para denunciar abusos cometidos durante atendimentos terapêuticos. Segundo os relatos, o investigado utilizava a suposta autoridade técnica e o ambiente de confiança criado nas sessões para colocar as pacientes em situação de vulnerabilidade física e emocional. Nessas circunstâncias, ele teria praticado atos sem consentimento, incompatíveis com qualquer procedimento profissional.
Até o momento, quatro mulheres foram identificadas e formalizaram denúncias. De acordo com a Polícia Civil, os depoimentos apresentam um padrão semelhante de atuação, o que reforçou as suspeitas e subsidiou o pedido de prisão preventiva. As autoridades não descartam a possibilidade de que existam outras vítimas que ainda não se manifestaram.
O caso ganhou grande repercussão em Itaituba após a divulgação de informações em blogs locais. Pouco depois, o investigado deixou a cidade, alterou contatos telefônicos e passou a evitar qualquer tipo de comunicação eletrônica, numa tentativa de dificultar o trabalho policial.
A localização do suspeito foi possível graças a um trabalho de inteligência conduzido pela Divisão Estadual de Narcóticos da Polícia Civil do Pará (Denarc/PCPA), que identificou o deslocamento e o paradeiro do homem na capital amazonense. A prisão foi executada pela Polinter da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), com apoio de seccionais e delegacias especializadas, incluindo unidades voltadas ao atendimento e proteção de mulheres vítimas de violência.
Com a prisão preventiva já decretada pela Justiça do Pará, o investigado será submetido à audiência de custódia em Manaus e permanecerá à disposição do Judiciário. A previsão é que ele seja transferido para o sistema prisional paraense, onde deverá responder formalmente pelos crimes de estupro e violação sexual mediante fraude.
A Polícia Civil reforça que a divulgação da prisão é fundamental para encorajar possíveis novas vítimas a procurarem as autoridades, contribuindo para o aprofundamento das investigações e a responsabilização criminal do acusado.
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