A Justiça revogou o habeas corpus que mantinha em liberdade a médica investigada pela morte de Benício, de 6 anos, após a administração de uma dose considerada incompatível de adrenalina durante atendimento em Manaus. Com a decisão, a profissional volta a ficar na mira de uma possível prisão preventiva.
O caso ocorreu em setembro, quando Benício foi levado à unidade de saúde apresentando desconforto respiratório. Durante o atendimento, ele recebeu uma dosagem de adrenalina apontada por laudos periciais como muito acima do recomendado para crianças da idade dele. O menino sofreu piora rápida, entrou em parada e não resistiu.
Com a derrubada do habeas corpus, o Ministério Público e a Polícia Civil podem avançar para novas medidas cautelares, incluindo pedido de prisão, caso entendam que há risco de interferência na investigação ou ameaça à ordem pública.
O inquérito apura se houve erro profissional, negligência ou violação de protocolos médicos. Outros profissionais presentes no atendimento devem prestar depoimento nos próximos dias.
A família de Benício acompanha o caso e aguarda a conclusão das diligências que irão definir as responsabilidades pela morte da criança.

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