Família denuncia que militar desaparecido em 2019 pode ter sido enterrado pelo próprio filho em terreno no bairro Nova Esperança

Família denuncia que militar desaparecido em 2019 pode ter sido enterrado pelo próprio filho em terreno no bairro Nova Esperança, em Manaus.
Redação Imediato Online
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

A família de José Moura Maciel, militar reformado desaparecido desde 2019, afirma ter recebido novas informações que apontam para a possibilidade de que ele tenha sido assassinado pelo próprio filho e enterrado em um terreno no bairro Nova Esperança, na Zona Oeste de Manaus. O caso voltou a ganhar repercussão após relatos de moradores e de familiares indicarem o local onde o corpo poderia ter sido ocultado.

Segundo relatos apresentados pela ex-companheira do militar, Shirley Maciel, o filho de José Moura teria confessado a pessoas da vizinhança que matou o pai e enterrou o corpo no terreno onde ambos moravam na época. O crime teria ocorrido em 23 de dezembro de 2019, data em que o desaparecimento foi registrado na Delegacia Geral.

Shirley afirma que, desde então, não houve qualquer avanço na localização do corpo ou esclarecimento oficial sobre o desaparecimento. Ela relatou que vizinhos teriam ouvido o suspeito dizer, em diferentes momentos, que o pai estaria enterrado no local. A residência onde eles moravam já não existe mais, restando apenas o terreno, atualmente tomado por entulho.

A ex-companheira do militar pede que o caso seja reaberto e que uma força-tarefa seja enviada ao endereço, com uso de cães farejadores e apoio técnico para a busca de possíveis restos mortais. Shirley reforça que a família deseja recuperar o corpo para realizar um sepultamento digno.

De acordo com ela, o filho do militar, identificado como Gabriel, era usuário de drogas e apresentava comportamento agressivo. Moradores relatam que ele ainda apareceria ocasionalmente no local, impedindo outros de se aproximarem da área onde afirmava ter enterrado o pai.

Apesar das denúncias, não houve, até o momento, confirmação oficial sobre escavações, perícias ou diligências recentes no terreno. O desaparecimento segue registrado, e a família afirma não ter recebido novas informações da Polícia Civil desde a abertura do boletim de ocorrência, há mais de cinco anos.

Shirley reforça o pedido para que as autoridades retomem as investigações e avaliem o terreno apontado pelos relatos. A família afirma que continuará buscando respostas sobre o caso.

Foto: Reprodução

Carregar Comentários